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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sínodo CadavéRico do papa foRmoso

Também conhecido como Julgamento do Cadáver ou ainda, em latim Synodus Horrenda é o nome pelo qual ficou conhecido oepisódio do julgamento póstumo do Papa Formoso que se deu na Basílica de São João de Latrão, Roma, em janeiro de 897.



Para o julgamento, conforme algumas fontes, o corpo de Formoso (morto nove meses antes) foi exumado, vestido com insígnias e ornamentos e posto num trono e então, o Estêvão VI (alguns o citam como Estêvão VII), seu sucessor, pode imputar ao cadáver de Formoso as acusações (das quais Formoso foi considerado culpado), lendo-as diante do inerte corpo. O Sínodo do Cadáver é lembrado como um dos episódios mais bizarros da história do papado medieval.


O Sínodo do Cadáver e eventos relacionados ocorreram durante um período de instabilidade política na Itália. Esse período, que durou de meados do século IX até meados do século X, foi marcado por uma rápida sucessão de pontífices. No ano em torno do Sínodo do Cadáver (872-965) houve 24 papas. Frequentemente, estes breves reinados papais foram o resultado das maquinações políticas de facções locais romanas, sobre as quais poucas fontes sobrevivem.
Formoso foi bispo de Porto (uma das suburbicárias de Roma) em 864 durante o pontificado de Nicolau I. Promoveu missões entre os búlgaros e teve sucesso, tanto que foi solicitado a ser o bispo dos novos convertidos. Não houve permissão de Nicolau I para tanto, já que para ser bispo na Bulgária teria Formoso que deixar sua sé de Porto e o 15°Cânon do Segundo Concílio de Niceia proíbe um bispo de deixar a sua própria sede para administrar outra.
Em 875, logo após a coroação de Carlos, o Calvo, Formoso fugiu de Roma com medo do então Papa João VIII. Alguns meses depois, em 876, no concílio de Santa Maria Rotunda, João VIII trouxe um série de acusações contra Formoso, acusou-o de ter influenciado negativamente os búlgaros a ponto destes não mais aceitarem o bispo enviado pela Sé de Roma ; que Formoso conspirava para tomar o papado de João VIII e, por fim, que ele havia abandonado sua sede de Porto e conspirava contra Carlos . Formoso foi excomungado. Em outro concílio, que teve lugar em Troyes (França), João confirmou a excomunhão. De acordo com Auxílio de Nápoles, um autor do século X, Formoso estava presente nesse concílio e pediu perdão aos bispos presentes, e, pelo levantamento da pena de excomunhão, jurou tornar-se leigo, não mais entrar em Roma ou tentar reassumir sua antiga sede de Porto. Por outro lado, há outra versão que diz que Formoso não esteve presente ao concílio e tal serviu, sim, para confirmar sua excomunhão.
Após a morte de João VIII em dezembro de 882, Formoso reassumiu o bispado de Porto onde permaneceu até ser eleito papa em 6 de outubro de 891 . No entanto, essas antigas disputas com João VIII formaram o libelo acusatório do Sínodo do Cadáver. De acordo com o historiador do século X Liutprand de Cremona, Estêvão VII perguntou ao cadáver por que ele desejou apoderar-se da sede da Igreja Universal (Roma) com tanta ambição após a morte de João VIII (de acordo com o papa João, Formoso tentou apoderar-se dopapado quando João ainda vivia). Mais duas acusações foram feitas ainda: de ter cometido perjúrio e de ter exercido o ofício de bispo quando leigo, , o que guarda relação com o referido juramento do concílio de Troyes.
Ao que tudo indica o Sínodo do Cadáver teve uma motivação política. Formoso coroou Lamberto de Espoleto co-regente do Sacro Império Romano-Germânico em 892. O pai de Lamberto, Guido III de Espoleto, havia sido coroado por João VIII. Em 893 Formoso, preocupado com as possíveis agressões de Guido III, convidou o carolíngio Arnolfo de Caríntia a invadir a Itália e receber a coroa imperial. A invasão de Arnolfo falhou e Guido III morre logo depois. Em 895 Formoso convida novamente Arnolfo a invadir Roma e, no ano seguinte, Arnolfo cruza os Alpes e chega a Roma onde é coroado por Formoso como imperador do Sacro Império Romano, com isso o exército franco parte e Formoso e Arnolfo morrem logo depois em 896. Formoso foi sucedido por Bonifácio VI, que morreu semanas depois. Lamberto e sua mãe, a imperatriz Ageltrudes entram em Roma mais ou menos na mesma época em que Estêvão VI é coroado papa. E aí tem lugar o Sínodo do Cadáver. Formoso sempre foi pró-carolíngio e a coroação de Lamberto em 892, ao que parece, foi contra sua vontade. Após a morte de Arnolfo e o colapso da autoridade carolíngia em Roma, Lamberto entra em Roma e força Estêvão a convocar o concílio, tanto para reafirmar sua reivindicação sobre a coroa como para promover uma espécie de vingança póstuma contra Formoso.
Esta visão é atualmente é considerada obsoleta, na sequência dos argumentos apresentados por Joseph Duhr em 1932. Duhr salientou que Lamberto estava presente no Concílio de Ravenna de 898, convocado sob João IX. Foi nesse processo que os decretos do Sínodo do Cadáver foram revogados. Segundo a acta do concílio, por escrito, Lamberto ativamente aprovou a anulação. Se Lamberto e Angiltrude foram os arquitetos da degradação de Formoso, Duhr pergunta-se:
 "Como ... João IX foi capaz de apresentar aos cânones que condenaram o sínodo odioso para a aprovação do imperador [i.e., Lamberto] e seus bispos? Como poderia João IX ousar a abordar o assunto ... antes os culpados, mesmo sem fazer a menor alusão à participação do imperador? "


Esta posição foi aceita por outro estudioso: Girolamo Arnaldi, que argumentou que Formoso não exercia uma política exclusivamente pró-carolíngia, e que ele mesmo tinha relações amistosas com Lamberto tão tarde quanto 895. Suas relações só azedaram quando o primo de Lamberto, Guido IV, marchou em Benevento e expulsou os bizantinos de lá. Formoso em pânico com a agressão, enviou emissários para Baviera procurando a ajuda Arnolfo  . Arnaldi alega que foi Guido IV, que entrou em Roma, juntamente com Lamberto e sua mãe Angiltrude em janeiro de 897, que forneceu o ímpeto para o sínodo.

o Sínodo


Provavelmente em torno de janeiro de 897, Estêvão (VI) VII ordenou que o cadáver do seu antecessor Formoso fosse removido de seu túmulo e levado para a corte papal, para julgamento.
Formoso foi acusado de transmigração em violação do direito canónico, de falso testemunho, e de servir como um bispo, enquanto na verdade, um leigo. Liutprand e outras fontes dizem que Estêvão tinha despojado do cadáver de suas vestes papais, cortou seus três dedos da mão direita usados para bênçãos, e declarou todos os seus atos e ordenações (incluindo a ordenação de Estêvão (VI) VII como bispo de Anagni) inválidas. O corpo foi finalmente sepultado em um cemitério para estrangeiros, apenas para ser desenterrado mais uma vez, ligado a pesos, e lançado no rio Tibre

as consequências

O espetáculo macabro fez a opinião pública em Roma voltar-se contra Estêvão. Circularam rumores de que o corpo de Formoso tinha começado a fazer milagres em pessoas depois de estas se lavarem nas margens do rio Tibre. A revolta do público levou Estêvão a ser deposto e encarcerado. Enquanto estava na prisão, em julho ou agosto de 897, ele foi estrangulado.
Em novembro de 897, o Papa Teodoro II (897) convocou um sínodo que anulou o Sínodo do Cadaver, reabilitou Formoso, e ordenou que seu corpo, que havia sido recuperado do Tibre, fosse enterrado na Basílica de São Pedro em paramentos pontifícios. Em 898, João IX (898-900) também anulou o Sínodo do Cadaver, e convoca dois sínodos (um em Roma e outro em Ravena), que confirmaram as conclusões do Sínodo de Teodoro II, ordenou que a acta do Sínodo do Cadaver fosse destruída, e proibiu qualquer julgamento futuro de uma pessoa morta.
No entanto, o Papa Sérgio III (904-911), um bispo que tomou parte no Sínodo do cadáver como um co-juiz, anulou as decisões de Teodoro II e João IX, reafirmando a condenação de Formoso, e incluiu um elogioso epitáfio inscrito no túmulo de Estêvão (VI) VII.


A lista de papas enterrados na Basílica de São Pedro inclui o corpo recuperado do Papa Formoso.

SUMMI PONTIFICES IN HAC BASILICA SEPULTI
Third column:Fourth column:
IOANNES XVIII1009
BENEDICTUS VIII1024
IOANNES XIX1032
S. LEO IX1054
B. VRBANUS II1099
B. EUGENIUS III1153
HADRIANUS IV1159
GREGORIUS IX1241
COELESTINUS IV1241
NICOLAUS III1280
HONORIUS IV1287
BONIFATIUS VIII1303
URBANUS VI1389
BONIFATIUS IX1404
INNOCENTIUS VII1406
EUGENIUS IV1447
NICOLAUS V1455
CALLISTUS III1458
PIUS II1464
PAULUS II1471
XYSTUS IV1484
INNOCENTIUS VIII1492
ALEXANDER VI1503
PIUS III1503
IULIUS II1513
PAULUS III1549
JULIUS III1555
MARCELLUS II1555
GREGORIUS XIII1585
GREGORIUS XIV1591
INNOCENTIUS IX1591
LEO XI1605
URBANUS VIII1644
ALEXANDER VII1667
CLEMENS X1676
INNOCENTIUS XI1689
ALEXANDER VIII1691
INNOCENTIUS XII1700
CLEMENS XI1721
INNOCENTIUS XIII1724
BENEDICTUS XIV1758
CLEMENS XIII1769
PIUS VI1799
PIUS VII1823
LEO XII1829
PIUS VIII1830
GREGORIUS XVI1846
PIUS X1914
BENEDICTUS XV1922
PIUS XI1939
PIUS XII1958
IOANNES XXIII1963
PAULUS VI1978
IOANNES PAULUS I1978
IOANNES PAULUS II2005



fonte:
wikipedia.org

sexta-feira, 13 de julho de 2012

GRANDE Olavo .C. recebendo a medalha de TIRADENTES








 a medalha Tiradentes

Medalha Tiradentes foi instituida pela Resolução Nº 359 de 1989 em 8 de agosto de 1989 e é destinada a premiar pessoas que hajam prestado relevantes serviços à causa pública do Estado do Rio de Janeiro.
A entrega da Medalha Tiradentes é realizada apenas uma vez em cada ano, sempre no dia 21 de abril, dia de Tiradentes. A Medalha Tiradentes, será acompanhada de diploma, no anverso terá a efígie do Protomártir da Independência – Joaquim José da Silva Xavier e a legenda Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e, no reverso, a inscrição Libertas Quae Sera Tamen, circundada pelo contorno geográfico do Brasil.
É a mais alta condecoração concedida pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
retirado de : pt.wikipedia.org



creditos a 

domingo, 6 de junho de 2010

Karmam, Carma, karma, Kamma e Karma Yoga

Carma ou karma (do sânscrito कर्म, transl. Karmam, e em pali, Kamma, "ação") é um termo de uso religioso dentro das doutrinas budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pela Teosofia, pelo espiritismo e por um subgrupo significativo do movimento New Age, para expressar um conjunto de ações dos homens e suas consequências. Este termo, na física, é equivalente a lei: "Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário". Neste caso, para toda ação tomada pelo Homem ele pode esperar uma reação. Se praticou o mal então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou o bem então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado. Dependendo da doutrina e dos dogmas da religião discutida, este termo pode parecer diferente, porém sua essência sempre foca as ações e suas consequências.


Budismo

No budismo, Kamma ou Karma é a palavra para "acto" ou "acção", e nesse sentido usa-se a palavra em textos mais antigos para ilustrar a importância de desenvolver atitudes e intenções correctas. Considera-se que por gerar carma os seres encontram-se presos ao samsara, e portanto a última meta da prática budista é extinguir o carma.
Carma (sânscrito: कर्मन karman, páli: कमा Kamma) significa "ação" ou "fazer"; o que quer que façamos, digamos ou pensemos é um carma.
No budismo, o termo carma é usado específicamente para aquelas ações que surgem de:
  • intenção mental (páli: cetana)
  • obceções mentais
que trazem como consequência um fruto (páli, phala) ou resulado (vipāka), ou na vida presente ou num contexto de um nascimento futuro. Carma é o motor que impulsiona o ciclo de renascimentos sem controle (saṃsāra) para cada ser.

Esoterismo

Alguns movimentos esotéricos costumam falar em karma no sentido de "conjunto de deméritos acumulados" e em dharma como "conjunto de méritos acumulados" (portanto o contrário de karma). Essa terminologia não é consistente com o uso tradicional das religiões orientais, principalmente porque Dharma significa ensinamento ou verdade em vez de mérito ou virtude. Outros adotam um conceito semelhante ao do Espiritismo.

Espiritismo

Na visão espírita cada ser humano é um espírito imortal encarnado que herda as conseqüências boas ou más de suas encarnações anteriores. Embora Allan Kardec não tenha usado em momento algum a palavra "karma" ou qualquer de suas variações, esta veio a ser mais tarde incorporada ao jargão espírita por alguns espíritas, para designar o nível de evolução espiritual de cada indivíduo, ao qual se devem as circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis que venha a encontrar. No entanto, para explicar isto o espiritismo apresenta um conceito mais abrangente: a lei de causa e efeito. Enquanto que normalmente o conceito de karma sugere uma dívida a ser resgatada, a lei de causa e efeito nos apresenta a idéia de que o futuro depende das ações e decisões do presente. Uma causa positiva gera uma efeito positivo, enquanto que uma causa negativa gera um efeito igualmente negativo.

KARMA YOGA
Carma-ioga (sânscrito कर्म योग, transl. Karma Yoga) é a integração (ioga) pela dedicação de todas as ações e seus frutos à divindade. É a execução da ação em união com a parte divina interior, ficando distanciado dos resultados, e mantendo o equilíbrio seja em face do sucesso ou do fracasso.
Segundo Swami Shivananda, a carma-ioga é o serviço desinteressado para a humanidade. É a ioga da ação que prepara o antahkarana(coração e mente) para receber a Luz Divina, ou Conhecimento do Si-Mesmo.
A ação prende a pessoa ao mundo fenomênico (samsara) quando é ditada pelo ego, quando está inbuída do senso de fazer-e-receber. Então ela é karma bindu, a pessoa se liga à ação. Mas quando a ação é desinteressada, sem se esperar frutos, ela é libertadora. Então, o carma se torna carma-ioga.
A prática da ação sem esperar por seus frutos liberta do medo e do pesar. O praticante de Karma Yoga deve se libertar da ambição, do desejo, da raiva e do egoísmo. Deve ter um grande coração, amar a sociedade com os homens de todos os tipos. Ao praticar a carma-ioga, essas qualidades vão se tornando parte da pessoa.
Gandhi (Mohandas Karamchand Gandhi - 1869/1948) criou o princípio de satyagraha, ou de resistência pacífica (política de não-violência) a partir da carma-ioga citado no Bhagavad Gita, onde Sri Krishna ensina a Arjuna, príncipe-guerreiro pandava, sobre ioga e samkhya.

Bhagavad Gita

No Bhagavad Gita, Krishna diz a Arjuna que se ele praticar a ação desapegada (Seva ou karma yoga) se tornará livre do cativeiro kármico do qual surge os ciclos repetidos de nascimentos e mortes (2.39 e 2.40).
A carma-ioga é um dos temas centrais do Bhagavad Gita e permeia toda a obra, nos verso 2.47 a 2.51 pode-se ler o básico do karma-yoga:
Somente tens direito ao trabalho, não a seus frutos. Que esses frutos nunca sejam o motivo de seus atos, e nunca deverás ficar inativo.
Faça as suas ações no melhor de suas habilidades, Ó Arjuna, com sua mente ligada ao Senhor, abandonando a preocupação e o apego egoísta para os resultados, permanecendo calmo tanto no sucesso como no fracasso. O serviço sem egoísmo traz paz e tranqüilidade da mente, que conduz a união com Deus.
O trabalho feito com motivo egoísta é inferior e está longe do serviço desapegado. Portanto, seja um trabalhador desapegado, Ó Arjuna. Aqueles que trabalham apenas para o gozo dos frutos dos seus trabalhos são infelizes (porque não se tem controle sobre os resultados).
Um carma-iogue, ou uma pessoa desapegada, torna-se livre tanto da virtude como do vício em sua vida. Portanto, esforce-se por serviço desapegado. Trabalhar o melhor das suas habilidades, sem apegar-se egoisticamente pelos frutos do trabalho, chama-se Karmayoga ou Seva.
Os carma-iogues estão livres do cativeiro do renascimento, devido a renúncia do serviço desapegado aos frutos de todo trabalho, alcançando um divino estado de salvação ou Nirvana.

creditos: http://pt.wikipedia.org/

sábado, 29 de maio de 2010

Umbanda

Umbanda é uma religião formada dentro da cultura religiosa brasileira que sincretiza elementos vários, inclusive de outras religiões como o catolicismo, o espiritismo e as religiões afro-brasileiras.
Os conceitos aqui relatados podem diferir em alguns tópicos por se tratar de uma visão generalista e enciclopédica. Por se tratar de um conjunto religioso com várias ramificações, as informações aqui expostas buscam informar aos leitores da forma mais abrangente possível e sem discriminação ou preconceitos, pois todas as "Umbandas" têm suas razões de existir e de serem cultuadas.

Estrutura da Umbanda

História e sincretismo

As raízes da Umbanda são difusas. Entretanto, podemos afirmar que ela foi criada em 1908 pelo Médium Zélio Fernandino de Moraes, sob a influência do Caboclo das Sete Encruzilhadas.
Antes disso, já havia, de fato, o trabalho de guias (pretos velhos, caboclos, crianças, exus, etc), assim como religiões ou simples manifestações religiosas espontâneas cujos rituais envolviam incorporações e o louvor aos orixás. Entretanto, foi através de Zélio que organizou-se uma religião com rituais e contornos bem definidos à qual deu-se o nome de Umbanda.
Nesta época, não havia liberdade religiosa. Todas as religiões que apontavam semelhanças com rituais afros eram perseguidas, os terreiros destruídos e os praticantes presos.
Em 1945, José Álvares Pessoa, dirigente de uma das sete casas de Umbanda fundadas inicialmente pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, obteve junto ao Congresso Nacional a legalização da prática da Umbanda.
A partir dai, muitas tendas cujos rituais não seguiam o recomendado pelo fundador da religião, passaram a dizer-se umbandistas, de forma a fugir da perseguição policial. Foi aí que a religião começou a perder seus contornos bem definidos e a misturar-se com outros tipos de manifestações religiosas. De tal forma que hoje a Umbanda genuína é praticada em pouquíssimas casas.
Hoje, existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências que utilizam a palavra Umbanda, como as indígenas (Umbanda de Caboclo), as africanas (Umbandomblé, Umbanda traçada) e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática). Existe também a "Umbanda popular", onde encontraremos um pouco de cada coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de santos católicos aos orixás africanos) é muito comum.
Mantém-se na Umbanda o sincretismo religioso com o catolicismo e os seus santos, assim como no antigo Candomblé dos escravos, por uma questão de tradição, pois antigamente fazia-se necessário como uma forma de tornar aceito o culto afro-brasileiro sem que fosse visto como algo estranho e desconhecido, e, portanto, perseguido e combatido.
Há discordância sobre as cores votivas de cada orixá conforme o local do Brasil e a tradição seguida por seus seguidores. Da mesma forma quanto ao Santo sincretizado a cada orixá.
Alguns exemplos:

Os fundamentos

Os fundamentos da Umbanda variam conforme a vertente que a pratique.
Existem alguns conceitos básicos que são encontrados na maioria das casas e assim podem, com certa ressalva e cuidado, ser generalizados para todas as formas de Umbanda. São eles:
  • A existência de uma fonte criadora universal, um Deus supremo, chamado Olorum, Zambi;
  • A obediência aos ensinamentos básicos dos valores humanos, como: fraternidade, caridade e respeito ao próximo. Sendo a caridade uma máxima encontrada em todas as manifestações existentes;
  • O culto aos orixás como manifestações divinas, em que cada orixá controla e se confunde com um elemento da natureza do planeta ou da própria personalidade humana, em suas necessidades e construções de vida e sobrevivência;
  • A manifestação dos Guias para exercer o trabalho espiritual incorporado em seus médiuns ou "aparelhos";
  • O mediunismo como forma de contato entre o mundo físico e o espiritual, manifesta de diferentes formas;
  • Uma doutrina, uma regra, uma conduta moral e espiritual que é seguida em cada casa de forma variada e diferenciada, mas que existe para nortear os trabalhos de cada terreiro;
  • A crença na imortalidade da alma;
  • A crença na reencarnação e nas leis cármicas;

Um Deus único e superior 

Deus, em sua benevolência e em sua força emana de si e através dos orixás e dos guias (espíritos desencarnados) seu amor, auxiliando os homens em sua caminhada para a elevação espiritual e intelectual.

Os Orixás

Os Orixás são Divindades Manifestadas por Deus (Olorum), como suas qualidades Divinas.
Para cada qualidade Divina, há um Orixá, uma individualização de Deus, como sua totalidade original, regendo um aspecto ou Estado na Criação.
Dentro desses Estados da criação, existem elementos e sentidos, nos quais se valem as Leis Divinas.
Essas Leis, imutáveis, são o código Supremo da Vida, que mantém o equilíbrio universal do Universo Manifestado.
Os Poderes Divinos, Orixás, são Mistérios, que se traduzem como Poderes (Infinitos) e em Movimento Constante.

Cada Mistério Divino se manifesta no Universo Manifestado como Símbolos, Elementos, Sentidos, Movimentos e Cores como exemplo:

SENTIDOS:
FÉ- A capacidade de congregar seres dentro de um mesmo espaço sob uma afinidade específica (magnetismo)
AMOR- A capacidade de unir seres em pró de uma causa ou sentimento afim.
CONHECIMENTO- A capacidade de expandir a vida sob um aspécto das Infinitas diretrizes do Código da Vida.
JUSTIÇA- A capacidade de gerir com equilíbrio o Universo Manifestado.
LEI- A capacidade de potencializar de uma maneira correta um ou vários aspectos das Leis Divinas (caráter).
EVOLUÇÃO- A capacidade de transpor ou transmutar um ou vários aspectos dentro da Lei Divina.
GERAÇÃO- A capacidade de criar e multiplicar novos meios de evolução dentro do Universo Manifestado (vida).

ELEMENTOS:

CRISTAL
MINERAL
VEGETAL
FOGO
AR
TERRA
ÁGUA

MOVIMENTOS:
CAMINHOS
PASSAGENS
PASSOS
ETC.

SÍMBOLOS:

Triângulo: Simbolo do Equilíbrio e da Sabedoria
Cruz: Símbolo da Fé e da Evoluçãp
Pentagrama: Símbolo da União dos Quatro Elementos Básicos (fogo, água, terra e ar), criando o tempo, ou elemento cristalino.
Hexagrama: Símbolo da Justiça.
Heptagrama ou Setenário: Símbolo da Sagrada Irradiação Sétupla da Vida
Octagrama: Símbolo da União dos Sete Símbolos Sagrados, gerando o Símbolo Maior.
Círculo: Símbolo da Plenitude. Todos os Símbolos se manifestam dentro dele (Todo).

CORES
Branca: Associada a Fé. Todos os elementos se manifestam dentro dela.
Azul-Clara: Associada a vida. O elemento aquático se manifesta nela.
Azul-Escura: Associado à Lei: O elemento eólico se manifesta nela.
Verde: Associado à Evolução: O elemento vegetal se manifesta nela.
Rosa: Associado ao Amor. O elemento mineral se manifesta nela.
Laranja: Associado à Justiça: O elemento ígneo (fogo) se manifesta nela.
Amarelo. Associado à Lei. O elemento eólico (ar) se manifesta nela.
Vermelho: Associado à Justiça. O elemento ígneo se manifesta nela.
Marrom: Associado à Evolução. O elemento telúrico (terra) se manifesta nela.
Roxo: Associado à Geração. O elemento telúrico se manifesta nela.
Lilás: Associado à Evolução. O elemento telúrico se manifesta nela.
Violeta: Associado à Evolução. O elemento telúrico se manifesta nela.
Magenta: Associado ao Conhecimento. O elemento vegetal se manifesta nela.
Preto: Associado ao Vazio. Nenhum elemento se manifesta nela, pois ela é absorvedora de todas as cores.



Cada Orixá é Regente (Manifestador) ou Guardião (Mantenedor) de um Estado na Criação, e de um (ou vários), símbolos, elementos, movimentos, sentidos e cores.

Associando os Orixás, temos

SENTIDOS

FÉ- OXALÁ (MASCULINO), LOGUNÃ (FEMININO)
AMOR- OXUM (FEMININO), OXUMARÉ (MASCULINO)
CONHECIMENTO- OXÓSSI (MASCULINO), OBÁ (FEMININO)
JUSTIÇA- XANGÔ (MASCULINO), EGUNITÁ (FEMININO)
LEI- OGUM (MASCULINO), IANSÃ (FEMININO)
EVOLUÇÃO- OBALUAIYÊ (MASCULINO), NANÃ BURUQUÊ (FEMININO)
GERAÇÃO- IEMANJÁ (FEMININO), OMULU (MASCULINO

ELEMENTOS E CORES:

OXALÁ- CRISTALINO- BRANCO
LOGUNÃ - TEMPO- AZUL ESCURO

OXUM- MINERAL- ROSA
OXUMARÉ- AQUÁTICO-CRISTALINO- AZUL CLARO

OXÓSSI- VEGETAL- VERDE
OBÁ- VEGETAL-TELÚRICO- MAGENTA

XANGÔ- ÍGNEO (FOGO)- VERMELHO
EGUNITÁ- ÍGNEO (FOGO)- LARANJA

OGUM- EÓLICO (AR)- VERMELHO/AZUL ESCURO
IANSÃ- EÓLICO (AR)- AMARELO/VERMELHO

OBALUAIYÊ- TERRA-ÁGUA- VIOLETA
NANÃ-BURUQUÊ- ÁGUA-TERRA- LILÁS

IEMANJÁ- AQUÁTICO- AZUL CLARO
OMULU: TERRA-ÁGUA- ROXO

PONTOS DE FORÇA DOS ORIXÁS

Cada Orixá, como Regente ou Guardião de um estado na Criação, tem no plano material, locais específicos, chamados PONTOS DE FORÇA, onde seus mistérios divinos fluem com naturalidade, através de Vórtices Especiais, que ligam este plano, às suas REALIDADES DIVINAS.
Estes Pontos de Força podem ser tanto utilizados pelos Umbandistas para consagrações de seus médiuns nos Orixás (AMACI) como para oferenda-los (EBÓS).

OFERENDAS
As oferendas são em sí mesmas Mistérios na Criação, e não podem ser confundidas com o que antigamente se chamava de "comida de santo".
Orixás, como Divindades, não comem, fumam ou bebem. Os elementos depositados em uma oferenda, são na verdade, elos de ligação que fazemos quando oferecemos ao Orixá, pedindo algo para nós ou nossos semelhantes. Eles se utilizam desses elementos para agir diretamente sobre nós no plano material.
Cada Orixá possue elementos próprios (como demonstrado acima), portanto, para suas oferendas, devemos construi-la baseado nas suas afinidades, como exemplo:

FITAS: NAS CORES DOS ORIXÁS
PEMBA: PARA ORIXÁ, SENÃO A BRANCA, DAS CORES DELES.
PANOS: DAS CORES DOS ORIXÁS.

E ETC.

PONTOS DE FORÇA:

Campos Abertos: Ogum, Oxalá, Logunã.
Caminhos: Ogum, Iansã.
Florestas: Oxóssi, Obá.
A beira do mar: Iemanjá, Omulu, Ogum.
Cemitérios: Omulu, Obaluayê, Nanã Buruquê, Iansã.
Na beira de lagos, lagoas: Nanã Buruquê, Oxum.
Na beira de rios, cachoeiras e corredeiras: Oxum, Iansã, Oxumaré.
Nas pedreiras: Xangô, Egunitá.


ORIXÁS NEUTROS

EXU
O Orixá Exu está fora da classificação dos Orixás acima, pois ele é um Orixá Neutro (não possui polaridade), não possue elemento específico, e está localizado "em torno" da criação.
Seu Mistério é o Vazio. Este Vazio a tudo engloba, portanto, tudo que sai da criação, cai no Vazio.
Sua cor primária é o Preto. Porém, ele se utiliza de todas as outras cores, pois guarda todos os pólos negativos dos Orixás.
Seu ponto de força é o lado "de fora" de todos os pontos de força dos Orixás.

Podemos fazer Oferendas para Exu em qualquer ponto de força, desde que seja "fora" dele.

POMBAGIRA
A Orixá Pombagira é uma Orixá neutra, pois não possue elemento específico. Seu estado é o Abismo, e está localizado "dentro" do Universo Manifestado.
Sua cor primária é o Preto, porém ela se utiliza da cor vermelha com frequência.
Seu ponto de força é o lado "de dentro" de todos os pontos de força dos Orixás. Não confundam o "interno" com o lado "de dentro", pois são estados diferentes.
A Orixá Pombagira é o Abismo que existe dentro de cada ser, Infinito, e que pode guardar toda criação dentro de si. Portanto, O universo existe, e tem um lado "de dentro" que guarda si mesmo, ou suas manifestações, como formas conscienciais abstratas.

EXU-MIRIM
O Orixá Exu-Mirim é um Orixá Neutro, pois não possue elemento específico. Na verdade, ele não rege estados, mas um PLANO na criação, que é o plano das Idéias.

Cada Idéia que pensamos flue desse Plano, regido por Exu Mirim. Como ele é regente de alguns mistérios vitais, como dos impulsos e dos atrasos, essa idéia que pensamos, pode ou não amadurecer.
Ele é em si, o Orixá das Intenções.

Daí vem o fato, de quando suas linhas de trabalho se manifestam nos terreiros, ele surge com a aparência de uma criança travessa.

Essas são as idéias. Imprevisíveis, travessas. Podem ter intenções boas ou ruins.

As boas, Exu-Mirim impulsiona e as amadurece, para que evoluam até o Universo Manifestado, e se concretizem. As ruins, Exu-Mirim atrasa e as retarda, para que sejam paralisadas e esquecidas. Se o ser insiste nessa intenção negativa, ele começa a retardar o raciocínio do ser até esgota-lo.
Não devemos, portanto, confundir Exu-Mirim com Exu, pois são Orixás diversos.

Sua cor primária é o PRETO/VERMELHO. Suas velas são as bi-colores.
Seu ponto de força são os campos abertos, por onde as idéias podem fluir sem barreiras.

Sincretismo 

Indígeno, africano, católico, espírita, outras.
A Umbanda é uma junção de elementos africanos (orixás e culto aos antepassados), indígenas (culto aos antepassados e elementos da natureza), Catolicismo (o europeu, que trouxe o cristianismo e seus santos que foram sincretizados pelos Negros Africanos), Espiritismo(fundamentos espíritas, reencarnação, lei do carma, progresso espiritual etc).
A Umbanda prega a existência pacífica e o respeito ao ser humano, à natureza e a Deus. Respeitando todas as manifestações de fé, independentes da religião. Em decorrência de suas raízes, a Umbanda tem um caráter eminentemente pluralista, compreende a diversidade e valoriza a diferenças. Não há dogmas ou liturgia universalmente adotadas entre os praticantes, o que permite uma ampla liberdade de manifestação da crença e diversas formas válidas de culto.
A máxima dentro da Umbanda é "Dê de graça, o que de graça recebestes: com amor, humildade, caridade e fé".

Oculto umbandista

A Umbanda tem como lugar de culto o templo, terreiro ou Centro, que é o local onde os Umbandistas se encontram para realização do culto aos orixás e dos seus guias, que na Umbanda se denominam giras.
O chefe do culto no Centro é o Sacerdote ou Sacerdotisa (pode ser Babá, Zelador, Dirigiente, Diretor(a) de culto, Mestre(a), sempre dependendo da forma escolhida por cada casa). São os médiuns mais experientes e com maior conhecimento, normalmente fundadores do terreiro. São quem coordenam as sessões/giras e que irão incorporar o guia-chefe, que comandará a espiritualidade e a materialidade durante os trabalhos.
Vale lembrar que o termo pai-de-santo ou mãe-de-santo não deve ser aplicado na religião de Umbanda, pois estes termos são oriundos do Candomblé, que é uma religião diferente da Umbanda.
Como uma religião espiritualista, a ligação entre os encarnados e os desencarnados se faz por meio dos médiuns.
Na Umbanda existem várias classes de médiuns, de acordo com o tipo de mediunidade.
Normalmente há os médiuns de incorporação, que irão "emprestar" seus corpos para os guias e para os orixás.
Há também os atabaqueiros, que transmitem a vibração da espiritualidade superior por via dos atabaques, criando um campo energético favorável à atração de determinados espíritos, sendo muitas vezes responsáveis pela harmonia da gira.
Há os Corimbas, que são os que comandam os cânticos e as cambonas que são encarregadas de atender as entidades, provisionando todo o material necessário para a realização dos trabalhos.
Embora caiba ao sacerdote ou à sacerdotisa responsável o comando vibratório do rito, grande importância é dada à cooperação, ao trabalho coletivo de toda a corrente mediúnica.
Segundo a Umbanda, as entidades que são incorporadas pelos médiuns podem ser pretos-velhos, caboclos, boiadeiros, mineiros, crianças, marinheiros, ciganos, baianos, orientais, xamãs e exus.

As sessões

O culto nos terreiros é dividido em sessões de desenvolvimento e de consulta, e essas, são subdivididas em giras.
Nas sessões de consulta, onde comumente podemos encontrar Pretos-Velhos, Caboclos, Ciganos… As pessoas conversam com as entidades a fim de obter ajuda e conselhos para suas vidas, curas, descarregos, e para resolver problemas espirituais diversos.
As ocorrências mais comuns nessas sessões são o "passe" e o descarrego.
No passe, a entidade reorganiza o campo energético astral da pessoa, energizando-a e retirando toda a parte fluídica negativa que nela possa estar.
O descarrego é feito com o auxílio de um médium, o qual irá captar a energia negativa da pessoa e a transferir para os assentamentos ou fundamentos do terreiro que contém elementos dissipadores dessas energias. Também a entidade faz com que essa energia seja deslocada para o astral. Caso seja um obsessor, o espírito obsediador é retirado e encaminhado para tratamento ou para um lugar mais adequado no astral inferior caso ele não aceite a luz que lhe é dada. Nesses casos pode ser necessária a presença de um ou mais Exus (um gênero de espírito desencarnado) para auxiliar a desobsessão.
Os dias de Consulta e/ou Desenvolvimento podem variar de casa para casa, de Linha Doutrinária para Linha Doutrinária.
Nos dias de consulta há o atendimento da assistência e nos dias de desenvolvimento há as giras médiunicas, que são fechadas à assistência, onde os sacerdotes educam e ensinam os mecanismos próprios da mediunidade.

Médiuns

Médium é toda pessoa que, segundo a Doutrina Espírita, que tem a capacidade de se comunicar com entidades desencarnadas ou espíritos, seja pela mecânica da incorporação, pela vidência (ver), pela audiência (ouvir) ou pela psicografia (escrever movido pelos espíritos).
A Umbanda crê que o médium tem o compromisso de servir como um instrumento de guias ou entidades espirituais superiores. Para tanto, deve se preparar através do estudo, desenvolvendo a sua mediunidade, sempre prezando a elevação moral e espiritual, a aprendizagem conceitual e prática da Umbanda, respeitar os guias e orixás; ter assiduidade e compromisso com sua casa, ter caridade em seu coração, amor e fé em sua mente e espírito, e saber que a Umbanda é uma prática que deve ser vivenciada no dia-a-dia, e não apenas no terreiro.
Uma das regras básicas da umbanda é que a mediunidade não deve ser vista ou vivenciada vaidosamente como um dom ou poder maior concedido ao médium, segundo os umbandistas, mas sim como um compromisso e uma oportunidade que lhe foi dada para resgate kármico e expiação de faltas pregressas antes mesmo da pessoa reencarnar. Por isso não deve ser encarada como um fardo ou como uma forma de ganhar dinheiro, mas como uma oportunidade valiosa para praticar o bem e a caridade.
Existe médiuns que acabam distorcendo o verdadeiro papel que lhes foi dado e se envaidecem, agindo de forma leviana em suas vidas. O médium deve tangir sua vida como sendo um mensageiro de Deus, dos orixás e guias. Ter um comportamento moral e profissional dignos, ser honesto e íntegro em suas atitudes, pois do contrário acaba atraindo forças negativas, obsessores ou espíritos revoltados que vagam pelo mundo espiritual atrás de encarnados desequilibrados que estejam na mesma faixa vibracional que eles. Por isso, desenvolver a mediunidade é um processo que deve ser encarado de forma séria e regido através de um profundo estudo da religião, e seguido por conceitos morais e éticos. Ser orientado e iniciado por uma casa que pratica o bem é essencial.
As pessoas que são médiuns devem levar sempre a sério sua missão, ter muito amor e dar valor ao que fazem, tendo sempre boa-vontade nos trabalhos de seu terreiro e na vida diária.
O médium deve tomar, sempre que necessário, os banhos de descarrego adequados aos seus orixás e guias, estar pontualmente no terreiro com sua roupa sempre limpa, conversar sempre com o chefe espiritual do terreiro quando estiver com alguma dúvida, problema espiritual ou material.
Sobre o estudo da mediunidade e do médium, pode-se utilizar como fonte para estudos a relação que existe abaixo, no item "Literatura Umbandista".
Alguns terreiros utilizam-se das obras Espíritas (codificadas por Allan Kardec), mas a maioria segue as orientações da literatura umbandista que é prolífica nas discussões teóricas e nas orientações práticas. Há livros umbandistas a partir da década de 1930.

Polêmicas dentro das "Umbandas"

- Sacrifício ritual de animais

Existem várias ramificações dentro da Religião de Umbanda entretanto na umbanda não se usa o sacrifício de animais em hipótese alguma.
Esta prática está ligada a algumas linhas que ainda cultuam junto com a umbanda alguns rituais de religiões afro-brasileiras.
Apesar da umbanda ser bastante ramificada, denominamos traçada - alusão ao sincretismo com o candomblé - a umbanda que ainda carrega em seus cultos o sacrifício de animais.
Em suma, qualquer ritual onde se pratica a imolação animal não deve utilizar o nome "Umbanda".

- Uso de bebidas alcoólicas

Também encontramos terreiros dos seguintes tipos:
  • Os que as entidades incorporadas não usam bebidas (muitas vezes por questão do próprio médium não estar preparado para este tipo de trabalho com bebida) criando uma espécie de tabu;
  • Os que elas bebem durante os trabalhos (tanto os que fazem o uso correto deste elemento, como os que abusam);
  • Os que usam bebida em situações mais veladas (existindo um certo rigor quanto a sua utilização, buscando coibir abusos de médiuns ainda em preparação).
Toda essa controvérsia é gerada pelo uso que as pessoas fazem das bebidas alcoólicas na vida diária, muitas vezes caindo no vício do alcoolismo, trazendo consequências graves para sua vida material e espiritual.
Ocorre que médiuns predispostos ao vício podem, ao invés de atraírem espíritos de luz, afinizarem-se com espíritos de viciados que já morreram - esses espíritos serão obsessores dessa pessoa, uma vez que ela satisfaz seus desejos materialistas. Note-se que o álcool é um elemento usado na magia para trabalhos para o bem; abusos nunca são tolerados e exibicionismo não são sinais de incorporações de luz.
Existem casas que, por ordem do mentor espiritual, nunca usaram ou deixaram de utilizar o fumo, assim como a bebida alcoólica, sem que por isso, tivessem qualquer problema com as entidades que, por ventura, utilizavam esses elementos. Afinal, os espíritos podem se adaptar e mudar a forma de trabalhar de acordo com o fundamento de cada instituição.
É importante ressaltar, ainda, que quanto menos o espírito utilizar materiais terrenos melhor. Eles podem trabalhar com elementos bastante etéreos e tão eficazes quanto os fluidos do próprio médium.

Paramentos

Na Umbanda, os médiuns usam normalmente como paramentos apenas roupas brancas, podendo estar os pés descalços, representando a simplicidade e a humildade.
Mas há Umbandas que também utilizam roupas com as cores de cada linha. Por exemplo, em giras de Ogum se utiliza camisas ou batas vermelhas e calças e saias brancas.
Nas giras de esquerda as roupas são pretas, sendo que as filhas de santo podem se vestir de vermelho e preto.
Pode ocorrer, por exemplo, que uma entidade de Preta-velha solicite uma saia ou um lenço para amarrar os cabelos; isso visa a proporcionar que o médium se pareça mais com a entidade que está incorporando.
Também há os apetrechos dos guias. Por exemplo, os Caboclos costumam utilizar cocares, alguns utilizam machadinhas de pedra, chocalhos, etc.
Uma outra visão sobre os paramentos e apetrechos materiais utilizados pelos médiuns é de que são usados pelos espíritos como condensadores de energia: um modo de concentrar a energia e depois enviá-la, se positiva, ou dissipá-la no elemento apropriado, quando negativa.

WikiBOOK - Umbanda
  1. Capa 100%.svg
  2. Introdução 100%.svg
  3. Orixá 100%.svg
  4. Caboclo 100%.svg
  5. Preto-velho 100%.svg
  6. Exú 100%.svg
  7. Pombagira 100%.svg
  8. Conclusão 100%.svg
 
creditos: 

Asatrú

Asatrú Vanatru (Islandês para " Aesir") é um movimento religioso neopagão que tenta reviver o paganismo nórdico existente na época dos Vikings – tal como descrito nos Eddas – antes da chegada do Cristianismo.
Vanatru é um nome originário dos deuses nordicos Vanires, que se tornaram aliados dos Aesires após uma batalha na qual perderam, resultando nas duas nomenclaturas, que nomina à religião Asatru Vanatru, uma referência aos deuses Aesires e Vanires, parte constituinte do mundo pagão atual.

Toda a mitología que a compõe, pode ser encontrada nas Sagas e nas Eddas, livros onde existem os escritos nordicos que retratam desde o início do mundo na visão nordica, passando pelas formas pelas quais Odin descobriu a magía, até contos de heróis lendários, como o Deus Thor e profecias de sua morte pela serpente filha de Loki, o deus da trapaça.
A religião baseia-se nas nove virtudes que devem ser praticadas: verdade, fidelidade, disciplina, laboriosidade, hospitalidade, perseverança, confiança, coragem e honra.
Seu crescimento é percebido pelo mundo, principalmente nos países nordicos mas também em Portugal e Argentina, com movimentos menores no Brasil e Estados Unidos.

Histórico

O Asatrú foi instituído a partir da década de 1960 na Islândia, pela Íslenska Ásatrúarfélagið uma organização fundada por Sveinbjörn Beinteinsson. Asatrú é uma religião oficialmente reconhecida pelos governos da Islândia (desde 1973), Dinamarca (desde 2003) e Noruega. O governo dos Estados Unidos não endossa ou reconhece oficialmente qualquer grupo religioso; todavia, numerosos grupos Asatrú têm sido reconhecidos com o status de organização sem fins lucrativos desde os anos 1970.
Embora o termo Asatrú originalmente se referisse especificamente aos partidários islandeses da religião, neopagãos germânicos e grupos reconstrucionistas têm se identificado majoritariamente como Asatrú, particularmente nos Estados Unidos. Neste sentido mais amplo, o termo Asatrú é usado como um sinônimo de neopaganismo germânico ou paganismo germânico, conjuntamente com os termos Forn Sed, Odinismo,[1] Heithni, e outros.
Muitos membros do Asatrú e do neo-paganismo germânico se intitulam também de reconstrucionistas, muitas vezes recorrendo a estudos e pesquisas acadêmicas sobre a antiga religiosidade da Era Viking. Especialmente os atuais praticantes dos países escandinavos, como a Noruega, mantém algum tipo de vínculo com as pesquisas historiográficas sobre religiosidade nórdica. [2]
O Asatru é uma das mais antigas religiões.

Notas e referâncias

  1. Kasen, Victor Ordell L.: 'Why Do We Call It Odinism: Odinism By Any Other Name'
     
  2. Johnni Langer|LANGER, Johnni. Religião e magia entre os vikings. Brathair 5 (2) 2005 

Ligações externas 


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Zodíaco Ocidental

Zodíaco (do latim zōdiacus, por sua vez do grego antigo ζωδιακός κύκλος, transl. zōdiakós kýklos, "círculo de animais", derivado de ζώδιον, transl. zōdion, diminutivo de ζῶον, zōon, "animal") é uma faixa imaginária do firmamento celeste que inclui as órbitas aparentes da Lua e dos planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. As divisões do zodíaco representam constelações na astronomia e signos na astrologia.


 

 

O zodíaco da astronomia

Chama-se de zodíaco o conjunto de constelações ao longo da eclíptica (o caminho aparente percorrido pelo Sol durante o ano).
As 13 constelações que compõem o zodíaco são:

Tradicionalmente, só doze fazem parte do zodíaco. Mas, a partir de 1930, quando a União Astronômica Internacional padronizou as constelações, Ophiuchus (onde o Sol se encontra geralmente entre 30 de novembro a 17 de dezembro, localizado entre Scorpius e Sagittarius) é incluído, e o zodíaco passa a ter 13 constelações.
Como os planos das órbitas dos planetas em torno o Sol são quase coincidentes, além do Sol, os planetas também são encontrados no zodíaco, por isso desde a antiguidade esse conjunto de constelações chama a atenção.

O zodíaco da astrologia

O conceito de zodíaco tem interpretações diferenciadas nas astrologias ocidental, chinesa e védica.
Na astrologia Ocidental, o Zodíaco é representado como uma circunferência onde estão colocados os planetas da forma como se apresentavam no céu no momento do nascimento do assunto estudado (que pode ser uma pessoa, cidade, país etc.) — o mapa astrológico da pessoa ou evento.
Os 360° (graus) da circunferência estão divididos em doze signos zodiacais (Áries ou Carneiro, Touro, Gêmeos, Câncer ou Caranguejo, Leão, Virgem, Libra ou Balança, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes) e cada um é regido por um planeta/astro (Marte, Vênus, Mercúrio, Lua , Sol, Mercúrio, Vênus, Plutão, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, respectivamente).
Ao mesmo tempo, este espaço também está dividido em doze casas zodiacais, cada uma relacionada a assuntos específicos da vida analisada. Cada uma destas casas também é relacionada ("regida por") a um dos signos acima. As casas representam as 24 horas do dia.
No mapa astrológico de uma pessoa ou evento, o signo que ocupa a cúspide de cada casa, isto é, que está "passando" sobre cada casa, depende do horário e local de seu nascimento. Por exemplo: se a pessoa nasceu ou o evento aconteceu, entre 4h e 6h no Rio de Janeiro, Brasil, a casa 1 estará em Áries. Entre 2h e 4h, será Touro, e assim por diante.
O signo na cúspide da casa 1 é o chamado signo ascendente, fator importante do mapa, relacionado às características da personalidade do sujeito.
Os signos nas casas, a posição dos planetas no mapa e nas casas, o aspecto astrológico - relação geométrica - entre os planetas (por exemplo: se um planeta está a 1 grau de distância de outro planeta - dando a impressão de muita proximidade ao serem observados da Terra -, eles estão em conjunção entre si), aspectos entre os planetas e certos pontos importantes no mapa e outros elementos ou pontos do mapa estudados (roda da fortuna, nódulo lunar etc.) são relacionados a aspectos da vida e da personalidade do analisando.


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