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quinta-feira, 10 de março de 2011

o QUASAR monstro energético ou grande desconhecido?

Os quasares foram descobertos em 1960, de uma forma bastante interessante. Eles se mostraram aos seres humanos pela primeira vez como fontes de ondas de rádio! Ao serem localizadas no céu, estas fontes se apresentaram com a aparência de uma estrela azulada! Mas não são estrelas, apenas têm a aparência peculiar de uma estrela, ou seja, um ponto luminoso. Destas características originou-se o seu nome. A palavra "quasar" é um acrônimo referente à expressão em inglês "quasi-stellar radio source", ou, "fonte de rádio quase-estelar".

Muitas galáxias emitem ondas de rádio. As ondas de rádio são ondas eletromagnéticas, como a luz visível, mas com comprimentos de onda da ordem de centímetros ou metros. Ora, no final da década de 1950, os astrônomos já haviam observado muitas radiofontes, utilizando os recém-inventados radiotelescópios. A emissão em rádio das galáxias estende-se muito além das fronteiras de sua luz visível, geralmente, na forma de dois enormes lobos de emissão situados em direções opostas relativamente ao centro das galáxias. Quanto menores estes lobos mais distante está a radiogaláxia. Acontece que haviam muitas radiofontes cujos lobos simplesmente não existiam! O radioastrônomo norte-americano Thomas Matthews selecionou dez destas radiofontes e determinou as suas posições no céu.

( Jack O. Burns e David Clarke -- rádio -- e National Optical Astronomy Observatories, Estados Unidos -- óptico. )
Radiogaláxia Centauro A, localizada na constelação de Centauro, onde está a estrela mais próxima de nós. Trata-se de uma galáxia bastante peculiar onde vê-se uma galáxia de disco, espiral, vista de perfil, sobreposta a uma galáxia elíptica, em cor branca na imagem. Provavelmente, a galáxia espiral "caiu" sobre a gigante elíptica e as duas estão em processo de fusão. Os enormes lobos de radioemissão estão representados em cor azul.


Vem em seguida o astrônomo, também norte-americano, Allan Sandage (1926-). Ele tomou para si a tarefa de localizar estas radiofontes, ou seja, a sua contrapartida visível no céu. Uma das fontes, selecionadas por Matthews, era denominada 3C 48, isto é, a quadragésima oitava radiofonte do terceiro catálogo do Rádio-observatório de Cambridge, na Inglaterra.

Sandage apontou o telescópio de 5 metros de diâmetro do Observatório do Monte Palomar para a posição da radiofonte, que está localizada na constelação do Triângulo. Ele então assinalou, na fotografia que obteve, a posição da radiofonte e, para sua surpresa, verificou que ela coincidia com uma fraquíssima estrela! Mas as estrelas não emitem ondas de rádio daquela grandeza. Seria esta uma nova categoria de radiofonte, uma radioestrela? O passo seguinte dado por Sandage foi obter um espectro da radiação visível emitida pela estranha "estrela". Um espectro de radiação é a distribuição da intensidade da radiação nos diversos comprimentos de onda. As estrelas possuem espectros de radiação visível bastante característicos, inconfundíveis. Mas o espectro daquele objeto mostrou-se completamente diferente de qualquer espectro estelar jamais observado! "Aquilo", definitivamente, não era uma estrela! O espectro de um objeto astronômico permite ao astrônomo identificar, entre outras coisas, os elementos químicos responsáveis pela radiação presente no espectro. E Sandage, astrônomo experiente, não conseguiu identificar nenhuma característica de qualquer elemento químico conhecido. Tratava-se certamente de um novo habitante do Cosmos! Descoberto porque emitia ondas de rádio, de origem até então desconhecida.
Para completar a descoberta, entra em cena um astrônomo holandês, radicado nos Estados Unidos: Maarten Schimdt. Ele estudou outro quasar da lista de Matthews, 3C 273, e descobriu algo extraordinário. AAnalisando o espectro visível de 3C 273, ele percebeu que se os comprimentos de onda da luz fossem deslocados por cerca de 16% para comprimentos de onda maiores, ele conseguia identificar a familiar radiação emitida pelo átomo de hidrogênio! Esta radiação aparecia no espectro na forma de linhas espectrais de emissão.

E mais, isto se encaixava como uma luva no modelo da cosmologia padrão, que afirma que o universo está em expansão. A expansão do espaço faz com que a radiação de objetos distantes tenha o seu comprimento de onda aumentado, proporcionalmente à distância em que o objeto se encontra. Este fato observacional fora descoberto por Edwin Hubble (1889-1953), no final da década de 1920. Mas para que houvesse um deslocamento de 16%, isto significaria que 3C 273 deveria estar a uma distância fabulosa de nós!

E esta idéia foi logo aplicada a 3C 48, e ele revelou-se mais dramático: se o espectro fosse deslocado de 37% em direção a comprimentos de ondas maiores, o espectro revelava cristalinamente as mesmas linhas do átomo de hidrogênio. Ele deveria, de acordo, com a cosmologia padrão estar ainda mais distante que 3C 273. Ainda, de acordo com a cosmologia padrão -- a cosmologia do Big Bang, ou Estrondão -- 3C 48 deve estar a mais de 5 bilhões de anos-luz e 3C 273 a aproximadamente 3 bilhões de anos-luz! A estas distâncias, eles devem ser verdadeiros "monstros energéticos", de forma a que os brilhos óptico e de ondas de rádio possam ser explicados. Os quasares mais brilhantes chegam a ter um brilho intrínseco de mais de 100.000 vezes o brilho de uma galáxia como a Via Láctea, se estiverem realmente a estas distâncias!
Com poderia ser gerada tamanha quantidade de energia nos quasares? Ainda não existe uma teoria completa firmemente estabelecida. A teoria que prevalece envolve a existência de outro objeto estranho: um buraco negro. A idéia geral, investigada pelos astronômos, é a de que exista um buraco negro no centro dos quasares que "engole" a matéria vizinha. Os processos de interação mútua deste material em queda, a velocidades próximas da velocidade da luz, é que geram a radiação observada dos quasares, os quais emitem não só no visível e na faixa de rádio mas também em raios X e em outros comprimentos de onda. Em geral, os quasares estão localizados no centro de uma galáxia hospedeira. Como eles estão tão distantes, e o seu brilho é tão grande, as galáxias hospedeiras não são claramente detectadas nas observações. Neste cenário, os quasares estão provavelmente ligados aos processos de formação das galáxias que vemos no universo próximo de nós.

Como a cosmologia padrão ainda não está definitivamente comprovada, existem astrônomos -- uma minoria, na verdade -- que propõe uma explicação alternativa para as características dos espectros dos quasares. Por exemplo, o astrônomo norte-americano Halton Arp (1927-) investigou a distribuição dos QSOs localizados nas vizinhanças de galáxias próximas de nós, e apresentou a hipótese de que estes objetos são, na verdade, corpos ejetados a altíssimas velocidades dos centros das galáxias. Os espectros dos quasares seriam explicados por estas velocidades e por características intrínsecas aos mesmos ainda não completamente entendidas. Como se vê, a pesquisa de QSOs, em geral, e dos quasares, em particular, ainda promete muitas novidades para todos nós!


O autor agradece o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).
 
 
 
 
creditos:  wwo.uai
 
 
 
 

Pode existir uma Civilização por Galáxia ( Astrofísico )

Em um jantar com Paul Butler, pesquisador envolvido na busca por planetas fora do sistema solar, em sua última visita a Barcelona, ele me contou que havia brincado com algumas hipóteses para as incógnitas da equação de Drake - a fórmula para calcular o número de civilizações com as quais existiria a possibilidade de nos comunicarmos - e que havia atingido uma média de uma civilização por galáxia do porte da nossa.

"Talvez estejamos sozinhos na Via Láctea. Ou talvez exista uma civilização em outro lugar da galáxia. Não creio que haja muitas mais", afirmou.



Uma única civilização entre 200 milhões de estrelas? Seria um desperdício de estrelas, não? A este jornalista, que evidentemente conhece muito menos do que Butler sobre o assunto, o resultado pareceu bastante pessimista.
Por isso, algumas semanas depois, quando me encontrei com George Smoot em Cannes, durante a apresentação do telescópio espacial Planck, da Agência Espacial Européia, aproveitei para fazer uma pergunta que me intrigava.



"George, você chegou a brincar com alguns números para as incógnitas da equação de Drake?"
, perguntei.



 E ele respondeu que evidentemente sim, que isso é algo que já foi feito em seu campo de atividade.
O campo de atividade de Smoot é a astrofísica, mais concretamente o estudo da radiação de fundo presente no universo, também definida como "eco do Big Bang", trabalho pelo qual ele recebeu o Nobel de Física no ano passado. Uma das paixões de Smoot é refletir sobre o lugar dos seres humanos no universo, e sobre questões como a equação de Drake. Perguntei que resultado ele havia obtido. A resposta: média de uma civilização para uma galáxia do tamanho da nossa, a cada dado momento.
Uma das vantagens da equação de Drake é que não é necessário ser especialista para lidar com ela. Na verdade, os especialistas sabem tão pouco quanto qualquer outra pessoa, na hora de atribuir valores experimentais às incógnitas. Com uma exceção: o ritmo de formação de estrelas em nossa galáxia é de cerca de seis ao ano, explicou Butler.

"Trata-se do único parâmetro", argumentou,
"que conhecemos com alguma precisão. Quanto a todos os demais, só podemos especular".
argumentou,


Quantas estrelas têm planetas? Foi a responder essa pergunta que Butler dedicou sua carreira, mas ele ainda não encontrou resposta para ela (ainda que espere obtê-la nos próximos anos). Quantos desses planetas são habitáveis? Um, por enquanto, no sistema solar; em outros sistemas, nem idéia. Quantos deles poderiam abrigar formas de vida inteligente que desejem se comunicar com extraterrestres? Todas as opiniões são válidas.
Drake calculou que no momento deve haver cerca de 10 civilizações com as quais poderíamos nos comunicar, em nossa galáxia, e em 1961 ele deu início ao programa de radioastronomia Seti (acrônimo em inglês para "busca por inteligência extraterrestres"). A idéia básica do Seti, na qual se inspira o filme Contato, protagonizado por Jodie Foster, é a de que talvez possamos captar sinais de outras civilizações, da mesma maneira que elas poderiam captar nossos sinais de TV e rádio. Drake tem 77 anos, agora, e depois de quatro décadas escutando a galáxia ainda está à espera de captar o primeiro suspiro de um extraterrestre.
Mas existe algo de ainda mais desolador na equação. Trata-se do último parâmetro, que estabelece o tempo de vida média de uma civilização avançada o bastante para se comunicar com extraterrestres, um parâmetro que pressupõe que o nosso destino seja a extinção. Será que não haveria outra maneira de resolver a equação, para que nossas férias não precisassem acabar assim?


por: Josep Corbell
traduzido por: Paulo Migliacci ME
La Vanguardia

creditos:  TERRA


segunda-feira, 7 de junho de 2010

ASTROLOGIA


A Astrologia é o estudo científico e empírico da influência dos astros sobre a Terra. Desde a Antiguidade, os sábios, sacerdotes e magos vêm estudando e usando a Astrologia para os mais diversos fins, desde a escolha de qual a melhor época para plantio até a previsão de acontecimentos. Sabemos que, no Universo, tudo é perfeito e cíclico e não existe casualidade. Os planetas, o Sol e a Lua são corpos celestes gigantescos com órbitas permanentes e exercem influências energéticas ou sincrônicas ao longo de nossa vida.
Os efeitos das fases lunares são mais evidentes na maré, na pesca, colheitas e no comportamento humano, por exemplo.
Cada vez mais o ser humano questiona-se: "por que estou aqui?", "para onde vou?" e busca incessantemente seu auto-conhecimento para entender melhor suas emoções, sua forma de se relacionar com os outros, o por quê de suas dificuldades e conflitos. Aí entra o trabalho do astrólogo que orienta seu cliente através da interpretação de seu Mapa Astrológico e previne-o de tendências de acontecimentos futuros pelas Previsões Astrológicas (Revolução Solar, Progressões e Trânsitos).
A Astrologia pode ser usada para diagnosticar de forma precisa as aflições que atormentam a mente humana que podem ser tratadas através dos Florais de Bach. É poderosa ferramenta para direcionar a energia cósmica para fins magickos, além de eleger os períodos propícios para qualquer tipo de ritual.

O que é Mapa Astrológico?
O Mapa Astrológico de uma pessoa é a posição dos planetas no Cosmo (Sol e Lua são também considerados planetas na Astrologia) em relação a ela no momento de seu nascimento. Estes planetas em conjunto com o Ascendente e o Meio do Céu fazem ângulos entre si (90º, 120º, 180º etc) e distribuem-se dentro de nossas casas zodiacais definindo nossa personalidade, nossos talentos, traços físicos, desafios, sorte e missões.

O que é Ascendente?
No momento da nossa primeira respiração ao nascermos, se alguém estiver olhando para a linha do horizonte, sentido leste, estará em frente à eclítica, um "anel" ou cinturão colossal de estrelas ao redor da Terra que constituem cada uma das 12 constelações zodiacais.
Uma destas constelações estava "ascendendo" na linha do horizonte no momento do nosso nascimento. Este signo é o Ascendente e determina a sua persona ou ego, sua forma ou "máscara" para se apresentar ao mundo; além de revelar alguns traços físicos.

O que é Meio do Céu?
O Meio do Céu é o topo do nosso Mapa. É onde queremos chegar nesta vida. Nosso futuro. O signo onde ele está localizado possui as qualidades que precisamos desenvolver para atingir nossas metas. Por exemplo, Se num determinado Mapa Natal o MC encontra-se em Áries, o indivíduo precisa desenvolver a iniciativa, a garra para realizar um empreendimento profissional. "Mas eu não sou ariano!" poderá dizer a pessoa. Na realidade, ninguém é só leonino, ou virginiano. Temos os 12 signos inseridos no nosso Mapa Natal influenciando as mais diversas áreas de nossa vida. Quando dizemos, por exemplo, "Sou escorpiano.", isto significa que o nosso Sol está localizado neste signo, estamos nos referindo ao nosso "Eu Superior"; nossa essência. O MC pode estar localizado em outro signo, assim como o Ascendente, Mercúrio, Vênus etc.

Inferno astral existe?
Quando estamos passando por dificuldades em nossa vida, quer seja de origem financeira, afetiva, familiar ou profissional, costumamos arriscar: "Acho que estou no meu Inferno Astral ..." De fato, podemos identificar esta fase analisando o movimento cíclico do Sol pelo nosso Mapa Astral. Trocando em miúdos: ao longo do ano, o sol transita durante 30 dias, aproximadamente, por cada signo e, podemos dizer o mesmo para cada uma das nossas 12 casas zodiacais. Porém, quando o sol ilumina a 12ª casa, parte do nosso inconsciente vem a tona, temos que encarar nossos segredos e débitos. É o momento em que nos sentimos isolados, que nada vai dar certo e é melhor deixar o mês passar. Como depois de toda a tempestade, vem a bonança, o ciclo do sol estará indo em direção ao Ascendente após completar a 12ª casa. Nesta época, literalmente o sol está brilhando para nós novamente. É uma fase de destaque e estaremos em evidência para quem estiver ao nosso redor. A palavra "inferno" tem uma conotação pesada e fatalista, mas acabou popularizando-se. Na minha opinião, é mal empregada e assusta quem não tiver conhecimento. Prevenida do período em que o sol estará transitando a última casa de seu Mapa, a pessoa entende que o melhor a fazer é aproveitar o momento para refletir, entender melhor o seu "lado oculto" e voltar-se ao plano espiritual da vida. Estas atitudes são muito mais gratificantes do que assumir uma postura derrotista ou entrar em estado depressivo.

O que são Previsões Astrológicas?
Conforme vocês perceberam o Mapa Astrológico ou Natal é fixo. É o momento do nosso nascimento, e isto ninguém pode mudar. Entretanto, o Cosmo é dinâmico e os planetas continuam a girar e a fazer entre si inúmeros ângulos, ou aspectos como são chamados na Astrologia. Estes aspectos também são feitos entre os planetas em movimento constante e os que estão fixos do nosso Mapa Natal demarcando diversas fases e ciclos de evolução de nossas vidas, criando desafios e oportunidades. O movimento dos planetas em relação ao nosso mapa chama-se Trânsito Planetário.
Alguns trânsitos são quase imperceptíveis, como é o caso do trânsito da Lua, por exemplo, cuja permanência em cada signo é de apenas 2 dias e algumas horas. Talvez sentimos uma leve indisposição ou alteração de humor quando a Lua está transitando em oposição ao nosso Sol ou Lua natais.
Já o extremo oposto, que é Plutão, cuja revolução (volta completa ao redor do Sol) dura 250 anos e sua permanência por signo é de aproximadamente 20 anos, traz a transformação profunda nas áreas de nossa vida atingidas pela sua passagem. Seus efeitos poderosos podem ser percebidos durante até quatro anos se estiver fazendo aspecto com algum planeta do Mapa Natal. Findo este processo, olhamos para trás e vemos que não somos mais os mesmos.
Outra técnica para previsão bastante sutil é o método das Progressões Secundárias, que não é o caso de nos estendermos em explicá-las aqui por sua relativa complexidade. Não são tão populares quanto os Trânsitos ou a Revolução Solar, porém mais precisas e eficazes, na minha opinião.
A Revolução Solar, nada mais é do que um Mapa Astral feito a partir do nosso aniversário, ou seja, levando em conta o retorno do Sol ao grau exato da eclítica no dia do nosso nascimento, além da cidade onde estaremos locados no dia do aniversário, que nem sempre é a nossa cidade natal.
A cada aniversário, portanto, temos um novo Mapa da Revolução, mas isto não altera o Mapa Natal que são nossas características básicas, talentos e promessas. Ele define o tema , o assunto que vai estar mais em evidência na nossa vida e para onde vamos direcionar nossas energias durante este ano astrológico.
Não trabalho com previsões fatalistas e radicais. Acredito que existam tendências durante nosso caminho aqui na Terra e cabe a nós aproveitar as oportunidades e facilidades colocadas a nossa disposição; entender e enfrentar os desafios e dificuldades da melhor forma possível e não virar as costas e ignorar a situação. A Natureza é cíclica e, mais cedo ou mais tarde nos depararemos com nossas responsabilidades e carmas. Aí entramos no terreno, às vezes "pantanoso" chamado de livre arbítrio.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Planetas nos signos ( Os doze signos do Zodíaco, Signo Solar, Signo Lunar )

Os signos representam as energias básicas da Astrologia. São os arquétipos (ou símbolos) primordiais, dos quais surge todo o conhecimento astrológico.
Num num mapa astrológico estão sempre representados todos os doze signos do Zodíaco. A nível individual, cada um deles representa um modo de ser, uma possível forma de expressão da Consciência.
Mais importante do que identificarmo-nos com este ou aquele signo específico é compreendermos cada um dos doze. Nenhum deles é "melhor" ou "pior" que qualquer outro: todos representam características e energias fundamentais da experiência humana. Cada um deles estará presente na nossa personalidade, embora alguns possam estar mais acentuados que outros.
Qual é o signo principal de um horóscopo?
O signo solar é, obviamente, um dos mais destacados.
Representa o processo de auto-conhecimento de um dado indivíduo. Simboliza aquilo que somos, num sentido mais básico e natural, e também aquilo que ao longo da vida aprendemos a expressar de forma cada vez mais consciente.
O signo solar é, como o próprio nome indica, o signo onde o Sol se encontra num dado momento. Como o Sol tem um movimento muito regular (um signo por mês), é fácil saber em que ponto do zodíaco se encontra a cada dia.
Para conhecer o signo solar de uma determinada pessoa ou acontecimento basta-nos, portanto, saber o dia e o mês em que ocorreu esse acontecimento.
Por ser muito fácil de calcular, o signo do Sol tornou-se o mais conhecido de todos. A sua maior divulgação ficou a dever-se à publicação de almanaques que falavam das características do signo solar. Estas seriam, supostamente, compartilhadas por todos os nascidos num determinado período.
É interessante verificar que o signo solar tinha uma importância muito pequena para os astrólogos da Antiguidade, já que a sua análise astrológica levava em consideração muitos outros fatores. Para eles, não faria sentido alguém afirmar "Eu sou Touro" ou "Eu sou Sagitário".

Que outros signos são marcantes num mapa natal?

O signo lunar - o signo onde se encontra a Lua num dado momento - indica os condicionamentos, as emoções e as condições de receptividade que prevaleciam naquela altura. Para determinar o signo lunar é preciso uma tabela, já que a Lua demora apenas 28 dias para dar a volta ao Zodíaco.
O signo ascendente é signo que está a subir (a ascender) no horizonte oriental no momento em que o mapa é calculado. Simboliza a forma de expressão exterior, as primeiras impressões, as reações imediatas. Numa perspectiva espiritual, dá-nos indicações sobre o propósito do mapa astrológico. O Ascendente muda de 2 em 2 horas; é determinado através de cálculos matemáticos muito precisos.


Zodíaco Ocidental

Zodíaco (do latim zōdiacus, por sua vez do grego antigo ζωδιακός κύκλος, transl. zōdiakós kýklos, "círculo de animais", derivado de ζώδιον, transl. zōdion, diminutivo de ζῶον, zōon, "animal") é uma faixa imaginária do firmamento celeste que inclui as órbitas aparentes da Lua e dos planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. As divisões do zodíaco representam constelações na astronomia e signos na astrologia.


 

 

O zodíaco da astronomia

Chama-se de zodíaco o conjunto de constelações ao longo da eclíptica (o caminho aparente percorrido pelo Sol durante o ano).
As 13 constelações que compõem o zodíaco são:

Tradicionalmente, só doze fazem parte do zodíaco. Mas, a partir de 1930, quando a União Astronômica Internacional padronizou as constelações, Ophiuchus (onde o Sol se encontra geralmente entre 30 de novembro a 17 de dezembro, localizado entre Scorpius e Sagittarius) é incluído, e o zodíaco passa a ter 13 constelações.
Como os planos das órbitas dos planetas em torno o Sol são quase coincidentes, além do Sol, os planetas também são encontrados no zodíaco, por isso desde a antiguidade esse conjunto de constelações chama a atenção.

O zodíaco da astrologia

O conceito de zodíaco tem interpretações diferenciadas nas astrologias ocidental, chinesa e védica.
Na astrologia Ocidental, o Zodíaco é representado como uma circunferência onde estão colocados os planetas da forma como se apresentavam no céu no momento do nascimento do assunto estudado (que pode ser uma pessoa, cidade, país etc.) — o mapa astrológico da pessoa ou evento.
Os 360° (graus) da circunferência estão divididos em doze signos zodiacais (Áries ou Carneiro, Touro, Gêmeos, Câncer ou Caranguejo, Leão, Virgem, Libra ou Balança, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes) e cada um é regido por um planeta/astro (Marte, Vênus, Mercúrio, Lua , Sol, Mercúrio, Vênus, Plutão, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, respectivamente).
Ao mesmo tempo, este espaço também está dividido em doze casas zodiacais, cada uma relacionada a assuntos específicos da vida analisada. Cada uma destas casas também é relacionada ("regida por") a um dos signos acima. As casas representam as 24 horas do dia.
No mapa astrológico de uma pessoa ou evento, o signo que ocupa a cúspide de cada casa, isto é, que está "passando" sobre cada casa, depende do horário e local de seu nascimento. Por exemplo: se a pessoa nasceu ou o evento aconteceu, entre 4h e 6h no Rio de Janeiro, Brasil, a casa 1 estará em Áries. Entre 2h e 4h, será Touro, e assim por diante.
O signo na cúspide da casa 1 é o chamado signo ascendente, fator importante do mapa, relacionado às características da personalidade do sujeito.
Os signos nas casas, a posição dos planetas no mapa e nas casas, o aspecto astrológico - relação geométrica - entre os planetas (por exemplo: se um planeta está a 1 grau de distância de outro planeta - dando a impressão de muita proximidade ao serem observados da Terra -, eles estão em conjunção entre si), aspectos entre os planetas e certos pontos importantes no mapa e outros elementos ou pontos do mapa estudados (roda da fortuna, nódulo lunar etc.) são relacionados a aspectos da vida e da personalidade do analisando.


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