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sábado, 19 de junho de 2010

Hospital divulga imagens do primeiro transplante completo de rosto

 O hospital Vall d'Hebron de Barcelona, na Espanha, divulgou imagens do primeiro transplante completo de rosto, realizado em março. Os 11 procedimentos anteriores foram parciais. O paciente, que não teve a identidade revelada, já está se comunicando, segundo o chefe da cirurgia plástica do local.

De acordo com informações do hospital, o espanhol submetido à cirurgia tinha o rosto deformado desde os 5 anos, depois de sofrer um acidente, e não podia respirar e falar normalmente.
A operação mobilizou 30 pessoas durante 22 horas e o paciente teve transplantada toda a pele e músculos do rosto, nariz, lábios, maxilar superior, todos os dentes, os ossos da maçã do rosto e da mandíbula, segundo o hospital.
Barret afirmou que ele ficou com uma cicatriz visível, que se assemelha a uma ruga que atravessa o pescoço. "Se você olhar na cara dele, você vê uma pessoa normal, como qualquer outra pessoa que temos como um paciente no hospital."
O jovem pediu para se olhar no espelho uma semana depois do procedimento, o que fez reagindo com tranquilidade, segundo o médico.
Segundo o hospital, ele ainda não pode falar, comer ou sorrir, mas pode enxergar e engolir saliva. Nas próximas semanas, o paciente poderá comer e deve permanecer internado por cerca de dois meses.

O vídeo a seguir mostra o primeiro transplante completo de rosto, realizado em março. As imagens foram divulgadas pelo hospital Vall d'Hebron de Barcelona, na Espanha.
O paciente, que tinha o rosto deformado desde os 5 anos devido a um acidente, teve transplantada toda a pele e músculos do rosto, nariz, lábios, maxilar superior, todos os dentes, os ossos da maçã do rosto e da mandíbula.

A operação mobilizou 30 pessoas durante 22 horas. Nas próximas semanas, o paciente já poderá comer, mas deve permanecer internado por cerca de dois meses.


quinta-feira, 29 de abril de 2010

EUA viveram surto de gripe suína em 1976; vacina gerou mortes (Folha de SãoPaulo Online)

O medo da gripe suína, que afeta todo o mundo neste momento, foi sentido nos Estados Unidos há 33 anos. Em 1976, o então presidente Gerald R. Ford determinou a vacinação em massa da população como forma de evitar a doença, medida que resultou em um fim trágico: uma pessoa morreu pela gripe --e ao menos 25 por terem tomado a vacina.
Em fevereiro daquele ano, uma tropa de soldados de Nova Jersey ficou doente e um deles morreu. Análises de laboratório indicaram que a causa era um vírus influenza (que causa a gripe), porém de origem suína. Temendo uma nova onda de gripe como a espanhola --que havia matado milhões de pessoas no mundo entre 1918 e 1919-- Ford anunciou seu plano de vacinação.

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Gerald Ford determinou vacinação em massa em razão de foco de gripe
 suína
Gerald Ford determinou vacinação em massa em razão de foco de gripe suína
Foram feitos anúncios na televisão pedindo que a população se vacinasse (veja vídeos). Segundo o jornal "Los Angeles Times", foram investidos quase US$ 140 milhões no programa e a vacinação começou em outubro daquele ano --cerca de 40 milhões de pessoas foram vacinadas.
Uma das causas do pânico foi o fato de, na época, a pandemia de gripe de 1918 ser creditada a um vírus com traços de origem suína. Entretanto, pesquisas posteriores mostraram que isso não era correto.
Ao contrário que se imaginava, o vírus não fez com que mais pessoas morressem. Logo surgiram relatos de que cerca de 500 pessoas que tomaram a vacina desenvolveram uma doença chamada síndrome de Guillain-Barré, que causa dores musculares, dificuldade respiratória e pode ser fatal --cerca de 25 delas morreram. Em contrapartida, apenas um dos mais de 200 infectados pela doença morreu. Em dezembro, o programa de vacinação foi suspenso.
"Nós não sabíamos com que tipo de vírus estávamos lidando naquele tempo. Ninguém sabia que teríamos a síndrome de Guillain-Barré. A vacina contra a gripe vinha sendo usada há muitos anos sem que nada acontecesse", afirmou David J. Sencer, então diretor do CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos), ao jornal de Los Angeles. Ele perdeu o emprego devido ao episódio.
Pessoas afetadas e seus parentes entraram com ações na Justiça contra o governo dos Estados Unidos. O episódio teve consequências políticas para Ford, que perdeu a disputa pela reeleição para o democrata Jimmy Carter.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u558040.shtml
creditos: "The New York Times" e "The Trentonian"
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