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quinta-feira, 3 de março de 2011

Delírio de Dawkins - Como Mentes Inteligentes Cometem Erros Grosseiros

Como algumas pessoas inteligentes cometem erros básicos de lógica ao falarem de questões religiosas.


Neste vídeo o apologista cristão Greg Koukl, explica em linhas gerais como deve funcionar o pensamento crítico correto e como pessoas brilhantes e famosas costumam cometer os erros lógicos mais básicos quando a assunto é religião.

"É como se eles ficassem totalmente malucos"


Assista, na segunda parte , a apresentação passo a passo da grande falácia do argumento central do livro "Deus um Delírio" do Zoólogo Richard Dawkins
 
 
 
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creditos: 

BONUS Richard Dawkins: Vexame Histórico& videoPiada/comedia

Assistam ao documentário onde Dawkins foi huminhado, clique no link:

http://www.youtube.com/watch?v=wxefoJ5TE_s
Esse é um pequeno trecho de um documentário muito maior, veja o documentário completo no link acima.


Veja todos os documentários que refutam a Teoria da Evolução de cima a baixo, Clique Aqui:
http://www.youtube.com/user/SeteAntigos7#g/c/E36D8F437DEB5ADC

Para ver esse mesmo vídeo com qualidade superior e com legendas melhores, por favor acesse esse link:

http://www.youtube.com/watch?v=GXuD7lXvf8o&feature=channel_page



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video com LEGENDAS mais visiveis

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para Descontrair...


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quarta-feira, 2 de março de 2011

Teoria da Evolução Provada Falsa! Darwin Caiu! (BBC, Discovery)

Para comprar o DVD desse documentário, Clique:
http://www.chamada.com.br/livraria/detalhes/?cod=DMDV

A Teoria da Evolução já está provada Falsa a mais de 40 anos... mas os Ultra-Darwinistas que se tratam de pessoas religiosas fundamentalistas que tem uma fé cega e irracional no materialismo continuam a ignorar essas provas...
Mas alguns poucos e corajosos cientistas autênticos tem lutado contra toda essa sandice, nesse documentário você amigo(a) terá a oportunidade de ver uma síntese das idéias deles.
Vejam artigos mais detalhados sobre o assunto:

Pagina de índice, todos os artigos que vão contra a Teoria da Evolução:
http://seteantigoshepta.blogspot.com/2009/08/pagina-de-indice-todos-os-artigos-que.html




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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Porque Darwin rejeitou o Design Inteligente?

Um dos sinais de uma teoria científica verdadeiramente revolucionária é o fato de demorar muito para ser aceita pela maioria das pessoas. Foi apenas recentemente que o Vaticano admitiu ter errado na infame condenação a Galileu, em 1633, por sua defesa da teoria de que a Terra gira em torno do Sol. Do mesmo modo, hoje, 150 anos após primeiro serem publicadas, as teorias de Charles Darwin continuam a suscitar hostilidade em muitos países, devido à rejeição por Darwin da idéia de que a vida manifesta um propósito inteligente.

É irônico o fato de que o próprio Darwin, em certa época, esteve fascinado pela teoria de que todas as espécies surgem em função de um design inteligente -a mesma teoria que, mais tarde, ele procurou eliminar da ciência em seu livro “A Origem das Espécies” (1859).

Popularizada no século 17, essa doutrina buscava unir uma celebração da obra de Deus com o estudo da ciência. Esses argumentos alcançaram seu ápice nos escritos do reverendo William Paley, que expôs suas idéias em “Teologia Natural” (1802). As muitas provas que ele apresentou em favor do design inteligente fascinaram e convenceram o jovem Darwin.

O que desencadeou a dramática mudança de opinião de Darwin em relação à origem das espécies foi a viagem de cinco anos que ele fez em volta ao mundo no navio “HMS Beagle”, e, especialmente, sua visita de cinco semanas às ilhas Galápagos em setembro e outubro de 1835. Reza a lenda que Darwin converteu-se à teoria da evolução durante essa visita breve, vivendo algo como um momento “eureca!”. A história real da conversão de Darwin, que só se deu um ano e meio mais tarde, após seu retorno à Inglaterra, nos diz muito mais sobre como a ciência é feita de fato, especialmente sobre como a teoria guia a observação e prepara a mente e como é necessária persistência obstinada para transformar teorias controversas em fatos aceitos.

Durante a permanência de Darwin nas Galápagos, a teoria criacionista o preparou para aquilo que ele observou e compreendeu nas ilhas. Essa teoria também ditou o que ele deixou de observar e compreender. Num primeiro momento, ele esforçou-se com diligência para conciliar com o paradigma criacionista as criaturas novas e estranhas que encontrou naquele arquipélago isolado. Segundo essa teoria, diferentes “centros de criação” explicavam por que a flora e a fauna da Terra diferiam de uma região a outra -ou de um continente a outro. Darwin ainda não se dera conta de que uma parcela do planeta tão minúscula quanto o arquipélago de Galápagos poderia ser, ela própria, um “centro de criação”.

Certos fatos inesperados relativos a Galápagos solaparam a credibilidade de qualquer explicação criacionista daquilo que Darwin, mais tarde, descreveria como “o mistério dos mistérios -o primeiro surgimento de novos seres nesta terra”. Em particular, várias espécies distintas evoluíram ao longo do tempo em cada uma das ilhas do grupo das Galápagos, de acordo com o povoamento dessas ilhas por colonos ocasionais que ali conseguiram chegar desde a América Central ou do Sul. Darwin foi alertado para essa possibilidade pelo vice-governador das ilhas, Nicholas Lawson, que insistiu que “as tartarugas das diferentes ilhas diferem entre elas, e que ele poderá perceber com certeza de que ilha qualquer uma for trazida”.

Num primeiro momento, Darwin não deu atenção às observações de Lawson, ainda tendo a mente dominada pela teoria criacionista. Ela dizia que as espécies podem modificar-se, e se modificam, reagindo aos ambientes locais. Como um elástico que resiste ao ser esticado, qualquer modificação do tipo específico e supostamente imutável que fosse verificada entre as variedades era vista como desvio temporário.

Devido à sua visão criacionista, durante sua estadia nas Galápagos, Darwin não coletou um espécime sequer de tartaruga-gigante para finalidades científicas. Em vez disso, as 48 tartarugas capturadas pelo Beagle na ilha de San Cristóbal foram mais tarde comidas por Darwin e seus companheiros de navio, sendo suas carapaças atiradas ao mar.

Essa mesma mentalidade criacionista ajuda a explicar porque, num primeiro momento, Darwin deixou de compreender o mais célebre exemplo das Galápagos da evolução em ação: os famosos tentilhões de Darwin.

Quatorze espécies de tentilhões se desenvolveram nas Galápagos a partir da forma ancestral encontrada nas Américas Central e do Sul. Nos últimos 2 milhões de anos, esse processo de evolução resultou numa radiação adaptativa tão impressionante em nichos ecológicos diversos que algumas dessas espécies não se parecem com tentilhões típicos. Num primeiro momento, Darwin pensou que algumas delas nem sequer fossem tentilhões.

O caso dos tentilhões-das-galápagos confundiu Darwin a tal ponto que, no momento em que capturou os pássaros, ele não se deu conta de que todas as espécies eram estreitamente aparentadas ou que o número de espécies em um grupo de aves poderia resultar do fato de elas terem evoluído em ilhas diferentes. Por isso, ele não fez qualquer esforço para classificar suas coleções ornitológicas por ilha -um erro que lamentou sinceramente mais tarde.

Darwin tampouco teve a oportunidade de observar esses tentilhões de maneira suficientemente detalhada para aperceber-se de que os tamanhos e formatos de seus bicos guardavam relação estreita com suas dietas -um “insight” importante que a lenda equivocadamente lhe atribui.

Apesar de ter estado armado de uma teoria inadequada durante sua estadia em Galápagos, Darwin era um naturalista bom demais para não observar que os quatro espécimes de “mockingbirds” que coletou, cada uma de uma ilha diferente, ou eram variedades ou espécies distintas. Não sendo ornitólogo, Darwin não sabia ao certo como interpretar essa anomalia. Em julho de 1836, nove meses após sua visita às Galápagos, ele refletiu sobre o caso dos “mockingbirds” e recordou o que lhe tinha sido dito sobre as tartarugas:
“Quando vejo essas ilhas visíveis umas desde as outras e possuindo apenas uma quantidade escassa de animais, habitadas por essas aves mas ligeiramente distintas em sua estrutura e ocupando o mesmo lugar na natureza, devo suspeitar de que são apenas variedades … Se existe fundamento para essas observações, então a zoologia dos arquipélagos valerá a pena ser examinada, pois tais fatos enfraqueceriam a estabilidade das espécies.”

A chave para interpretar esse trecho célebre -que aventa a revolução darwinista mas em seguida afasta-se dela- está na frase “devo suspeitar de que são apenas variedades”, premissa que Darwin compreendia ser plenamente coerente com a teoria criacionista.

O que o impedia de dar o passo crucial da ortodoxia científica para a heterodoxia era a ausência de informações sobre a classificação ornitológica correta, algo que só lhe estaria disponível após seu retorno à Inglaterra.

Darwin retornou à Inglaterra em 2 de outubro de 1836. Três meses depois, deixou suas coleções de aves com John Gould, ornitólogo da Sociedade Zoológica de Londres. Gould imediatamente se deu conta da natureza extraordinária dos espécimes colhidos por Darwin nas Galápagos. Em março de 1837, Gould informou Darwin de que três de seus quatro espécimes de “mockingbird” eram espécies distintas, até então desconhecidas da ciência. Gould também informou a Darwin que sua coleção incluía 13 ou possivelmente 14 espécies de tentilhões muito incomuns. De repente, após as análises taxonômicas de Gould, as Galápagos se haviam convertido num “centro de criação” distinto.

As conclusões de Gould parecem ter deixado Darwin estarrecido. Ele rapidamente se deu conta de que, se Gould estivesse certo, a barreira entre as espécies distintas tinha sido de alguma maneira rompida por esses pássaros, isolados nas diferentes ilhas. A evolução gradual graças ao isolamento geográfico era a única explicação plausível, a não ser que se pensasse que Deus, como um jardineiro obsessivo-compulsivo, tivesse ido de uma ilha a outra no arquipélago, caprichosamente criando espécies separadas mas estreitamente aliadas, com a intenção de ocupar os mesmos nichos ecológicos.

Reforçado por uma perspectiva evolutiva da natureza, Darwin foi capaz de enxergar os tentilhões sob uma ótica radicalmente nova. Apenas agora ele passou a compreender a extensão de seu descuido anterior, quando deixou de rotular por ilha a maior parte das aves que trouxera das Galápagos.http://www.listal.com/image/products/1000/0517123207/books/origin-species-charles-darwin-323957.jpg

Felizmente, Darwin sabia que três outros colecionadores que tinham viajado no Beagle (o capitão FitzRoy entre eles) também tinham coletado espécimes. E todos esses espécimes tinham sido rotulados segundo a ilha de sua procedência. É sintomático que tenham sido os não-cientistas do Beagle, que não eram movidos por uma teoria, como Darwin, que registraram as evidências científicas que Darwin, partindo de uma abordagem criacionista, havia visto como sendo supérfluas.

Darwin passou a entender que o isolamento geográfico era uma parte crucial da resposta quanto a como as espécies se transformam no decorrer o tempo. Mas o isolamento, por si só, não bastava para explicar as adaptações das espécies a seus ambientes locais.

Malthus explica

Depois de estudar e rejeitar uma série de hipóteses, Darwin, em setembro de 1838, leu por acaso a edição de 1826 de “Ensaio sobre o Princípio da População”, de Thomas Malthus. Este argumentava que as populações têm a tendência inata a crescer geometricamente. Na natureza, porém, a oferta de alimentos é limitada, de modo que a maioria da prole não sobrevive, sendo morta por predadores, fome e doenças.

Ao ler o livro de Malthus, Darwin se deu conta imediatamente de que, na eterna luta pela sobrevivência, variações ligeiras benéficas tenderiam a ser naturalmente selecionadas, levando à sobrevivência maior e, com isso, a um aumento nas características adaptativas, do mesmo modo em que o criador de animais domesticados obtém características desejadas selecionando as qualidades valorizadas nos animais. “Aqui, então, finalmente encontrei uma teoria com a qual trabalhar”, observou Darwin em sua “Autobiografia”. Ali, também, estava uma resposta digna de crédito a William Paley. Darwin percebeu que a seleção natural não era outra coisa senão o “projetista” de Paley.

Olhando através da lente poderosa da evolução pela seleção natural, Darwin então começou a reexaminar as premissas básicas do criacionismo e a comparar as previsões que se fariam com base nessas duas teorias radicalmente distintas.

Quanto mais extenso se tornava seu reestudo, mais ele foi compreendendo que o design inteligente era contradito de maneira avassaladora pelas evidências disponíveis. A reavaliação feita por Darwin atingiu seu ápice 22 anos mais tarde com “Sobre a Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural”, livro que o próprio Darwin descreveu, corretamente, perto de seu final, como “um só longo argumento”. Era igualmente um argumento contra o criacionismo e, especialmente, contra o design inteligente.

As evidências relativas à distribuição geográfica, especialmente das ilhas oceânicas e suas relações biológicas com os continentes mais próximos, desempenham papel substancial no argumento de Darwin.

As ilhas Galápagos, por exemplo, abrigam várias espécies de animais e plantas estreitamente aparentadas com as do vizinho continente americano; no entanto, as características ambientais dessas ilhas não se assemelham em nada às das partes mais próximas do continente, que são tropicais.

Contrastando com isso, o árido ambiente vulcânico das Galápagos se assemelha estreitamente ao das ilhas de Cabo Verde, a 650 km da África. No entanto, a flora e a fauna de Cabo Verde guardam mais semelhança com espécies que vivem no continente africano, não com as das Galápagos. Por que um possível projetista inteligente, indagou Darwin, colocaria dois carimbos criativos completamente diferentes -um africano e outro americano- sobre espécies que vivem em ambientes quase idênticos e ocupam nichos ecológicos semelhantes? Não fazia sentido.

Como Darwin trabalhou durante 20 anos sobre rascunhos da obra que acabaria virando “A Origem das Espécies”, ele conseguiu explicar o mundo natural de uma maneira como ninguém nunca fizera antes. Em última análise, o que sua transformação de criacionista em evolucionista revela sobre ela -e sobre a ciência, de modo mais geral- é que a melhor ciência é feita a serviço de uma teoria realmente boa.

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FRANK J. SULLOWAY é historiador da ciência, estudioso de Darwin e professor visitante do Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia em Berkeley. Em 1968, refez a viagem do Beagle para produzir um documentário. Este texto foi primeiro publicado, em formato diferente, pela Vintage Books em “Intelligent Thought”, editado por John Brockman
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creditos: ceticismo.net

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O Pecado do Darwinismo

.Se me perguntarem qual é a minha convicção
mais íntima sobre o nome que será dado a este
século, se será o “século de ferro”, “do vapor” ou da
"eletricidade”, responderei sem hesitar que será
chamado o século da visão mecânica
da natureza, o século de Darwin.
Ludwig Boltzmann *
A ESTÓRIA DE ADÃO e EVA é fruto da imaginação.
A outra, apenas mais uma increpação, das tantas atochadas de Darwin:
Na ciência clássica, a natureza era vista como um sistema mecânico composto de elementos básicos. De acordo com essa visão, Darwin propôs uma teoria de evolução em que a unidade de sobrevivência era a espécie, a subespécie ou algum outro componente básico da estrutura do mundo biológico. Mas, um século mais tarde, ficou bem claro que a unidade de sobrevivência não é qualquer uma destas entidades. O que sobrevive é o organismo-em-seu-meio-ambiente.(Lemkow, p. 183)
Vários autores asseguram: Wallace confiara suas observações a Darwin, para que este o entregasse à Casa Real. Como o rei dos macacos estava em débito com a Coroa, simplesmente colou seu nome no trabalho do colega. Não foi plágio, mas fraude.De outro ângulo, Andrew Smith interpôs:
A teoria de Darwin foi falha. Não há evidência direta para a seleção natural como um processo evolucionário. Ninguém jamais observou um organismo evoluir, sob condições naturais, para outra forma de organismo. Que formas intermediárias concebíveis poderiam ter levado à aparição do olho? Como poderia a Seleção Natural ter dado origem à aparição de pássaros? Quando um animal arrisca sua vida para salvar um companheiro, suas possibilidades de sobrevivência não são aumentadas.
(Behe, p.20)
Não me pergunte o quê colocar no lugar. A mim não vem ao caso. O futuro é sempre mais amplo do que o passado, que é marcado. Já muita gente espreita pelo espelhinho.

A extrapolaçao da fronteira
A.R. Wallace & R.Young identificam uma cabeceira:
"Toda a teoria darwineana da luta pela existência é simplesmente a transferência, da sociedade à natureza viva, da teoria de Hobbes sobre a guerra de todos contra todos e da teoria econômica burguesa da concorrência, bem como da teoria da população de Malthus." (Sciences studies, 1971, p.184; cit. Japiassú, 1978: 56)
Malgrado inúmeras falhas desse trilho pseudo-epistemológico, onze foguistas são fortes para levar o trem à Conchinchina:
"Depois de ter sido incorporada por Charles Darwin como uma metáfora para ilustrar o mecanismo evolutivo das espécies biológicas, foi reincorporada por sociólogos como uma confirmação oferecida pela história natural dos processos que atravessam a história humana." (Schwartz, p. 57)
Herbert Spencer (1820-1903) e Albert Schäffle embora reservas, compuseram o team. Principles of Sociology (1.vol, 1876) desenvolve um paralelo entre a organização e a evolução dos organismos vivos e das sociedades. Social Statics foi publicado nove anos antes da Origem das Espécies. The Man versus State veio em 1884. Spencer mescla a tradição racionalista dos economistas clássicos com a versão moderna da natureza - a tal evolução. (Schwartzenberg,, p. 143)
A pá-de-mal jogou sobre o liberalismo uma “inteligível confusão." (Sabine, p. 699)Já o polonês Ludwig von Gumplovicz utilizou os conceitos darwineanos em Die Sociologische Staatsidee (1892). O próprio Estado seria um produto social da evolução, aperfeiçoado pela competição e pela luta nos embates tribais, firmando a hegemonia dos mais aptos, na forma de evolução social. Nada disse de novo. A bandeira era do obsoleto filósofo do medo, Thomas Hobbes.
A propagação de que “da guerra da natureza, da fome, da morte, forma-se o mais nobre objeto que somos capazes de conceber: a produção de animais superiores” o menos avisado pensaria ser publicidade nazista; porém, assim não o é. Esta eloqüente frase foi proferida pelo parente símio, nosso Charles. Robert Downs descreve-nos a "meritosa" contribuição:
“Consciente ou inconscientemente o Mein Kampf, de Hitler, deve muito a Maquiavel, Darwin, Marx, Mahan, Mackinder e Freud.” (Johnson, p. 4)Esqueceu, ou não quis citar, Mussolini, mentor da hipócrita Carta del Lavoro.
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O darwinismo socialNa rota riscada por Bacon, Descartes, Newton, Hobbes, Rousseau, Bentham, junto a mecânica hegeliana, Mill, Ricardo, Comte, Sorel, Lamarck, o próprio Darwin, e em seguida Engels e Marx, criativas equações sociológicas, econômicas e legislativas passaram a “ordenar” os fatos sociais, cada vez com maior ênfase e precisão. A maioria liberal já tinha claramente identificado que a manobra de transferência de um poder (real) para outro (do povo), como queriam Rousseau, Bentham e seus cometas, não buscava a liberdade, mas sim a novo absolutismo. De fato, as formulações tecno-políticas embasadas no “utilitarismo” passaram a sobrepujar o “utópico” e “primitivo” sistema.
O foguista-mor dedicou a edição inglêsa de O Capital ao autor da Origem das espécies:
“O livro de Darwin é muito importante e me convém como base da luta histórica das classes.” (Marx, cit. Japiassú,1978,p.60)
Darwin recusou a homenagem, simplesmente por não entender o que teria a Seleção Natural a ver com o Socialismo. Na verdade era uma falsa modéstia. A expressão “podemos lançar um olhar profético ao futuro e ver que as espécies pertencentes aos grupos maiores e dominantes dentro de cada classe é que finalmente prevalecerão e darão origens a novas espécies dominantes” traduz ao quê se opõe o discurso da mistificação dial-ética-comunista. É de Darwin a autoria. (Cit. Carvalho,p.21)
Pelo nosso Miguel Reale (p. 223):"Alguns postulados fundamentais caracterizam a filosofia marxista: o primado do real sobre o ideal, a admissão da teoria evolucionista de Darwin, a concepção materialista da história, a dialética hegeliana revisada."
Marx tanto se valeu do antropofágico curso que Turati e Kautsky o identificaram como o “Darwin da ciência social”. (Cits. Hayek, p. 83)
O trem da alienação desceu a ribanceira em desenfreada carreira. O universo social passou a ser descrito em ordem uniformemente acelerada.
A partir da direção do patrono comunista, nova leva embarcou. Joseph Needham, em 1943,(cit. Hayek, p. 84) foi um dos arrastados:
A nova ordem mundial de justiça social e da camaradagem, o estado racional e sem classes, não é um desvairado sonho idealista, mas uma extrapolação lógica a partir de todo o curso da evolução, que não tem menos autoridade do que aquela que o precedeu é portanto de todas as crenças a mais racional.
Needham cometeu redondo engano, teórico e prático:"Em resumo, a evolução é um desdobrar-se de uma ordem interna existente. Mas, por ser ela inteligente e não um processo mecânico, há espaço aberto para variações criativas e respostas individuais às circunstâncias ambientais." (Lemkow, p. 174)F. Hayek (p. 46) bem avisara:"O darwinismo social está errado, mas a intensa aversão que provoca hoje é também devida em parte a seu conflito com a arrogância fatal de que o homem seria capaz de moldar o mundo ao seu redor de acordo com seus desejos."Needham, se leu, não entendeu. Wilber também foi ignorado:"A teoria científica ortodoxa da evolução parece correta quanto ao 'quê' da evolução, mas é profundamente reducionista e/ou contraditória quanto ao 'como' (e porquê) da evolução.” (A Transpersonal View of Human Evolution, p. 304/305; cit. idem, p.178)A idéia cerne é furada. Que dirá seu transplante à economia, à sociologia e ao direito:
Não é a adaptação bem sucedida a um dado ambiente que constitui o mais notável formador da vida, mas a teia de processos ecológicos em um sistema ambiental que forma os padrões psicológicos e comportamentais, os quais podem apoiar-se na genética. A evolução acontece não como resposta às exigências da sobrevivência, mas como um jogo criativo e necessidade cooperativa de um universo todo ele evolutivo.(Idem, p. 183)
SobrevivênciasO foco de uma crônica competição sangrenta entre indivíduos e as espécies, o desvirtuamento popular da noção de Darwin da “sobrevivência dos mais aptos”, dissolve-se diante de uma nova visão de cooperação contínua, forte interação e dependência mútua entre as formas de vida.
A vida não conquista o globo pelo combate, mas pelo entrelaçamento. Formas se multiplicam e tornam-se complexas cooptando outras, e não apenas se autodestruindo.
O Príncipe Peter Alexeyeevich Kropotkin (1842-1912), ex-integrante do seleto Corpo de Pagens do Czar Nicolau I, não foi ao paraíso tropical de Galápagos; foi na Sibéria que ele viu as espécies bem sucedidas preferirem a cooperação. Foi pioneiro em “falsear” a popular teoria, mas nada disso, obviamente, interessaria aos bolcheviques. Naquele frio siberiano, diferentemente do sol tropical buscado por Darwin, a seleção natural procura um meio de evitar a competição. O livro Auxílio Mútuo, contudo, não era de serventia praxeológica. Além disso, Kropotkin foi taxado como anarquista. Merecia juntar-se a Nietzsche. Mas o russo estava correto:
"A teoria da evolução, de Darwin, de mutação acidental e de sobrevivência dos mais capazes, inevitavelmente tem se mostrado inadequada para responder a um grande número de observações biológicas." (Ferguson, p. 149.)
Em que pese desabrochar os sentimentos mais nobres, as virtudes mais elevadas, a política liberal assim foi solapada. Os onze viajariam por muito tempo. Possuíam uma equipe de teóricos e treinadores da mais alta competência. Como todo trem (e todo embuste) tem fim-de-linha, contudo, a própria cátedra está em cheque:
Há uma grande lacuna na teoria neodarwiniana da evolução, e acreditamos que deva ser de tal natureza que não possa ser conciliada com a concepção corrente da biologia. Concluímos – inesperadamente – que há poucas provas que sustentem a teoria neodarwineana; seus alicerces teóricos são fracos, assim como as evidências experimentais que a apoiam.
(Coyne, Jerry, do Depto. Ecologia e Evolução. Universidade de Chicago. Cit. Behe: 37)
Talvez porque só se preocupassem com a “origem”, portanto atendo-se exclusivamente a um passado presumido, fragmentado, predisposto por fatos e objetos parcialmente identificados, mal-coletados, pior interpretados, e jamais resolvidos, é que esses onze - Spencer, Darwin, Malthus, Rousseau, Hegel, Comte, Mill, Bentham, Marx, Sorel e Freud - não conjeturaram a espetacular reversão científica que adviria com a quântica e com a relatividade:
É nisso que aqueles que se empenham em melhorar a sorte do homem podem fundar suas esperanças: os seres humanos não estão condenados, em razão de sua constituição biológica, a aniquilar uns aos outros ou ficar a mercê de um destino cruel que eles mesmos se afligem.Einstein, A., Escritos da maturidade: artigos sobre ciência, educação, relações sociais, racismo, ciências sociais e religião: 133
A ciência e a sociedade de ponta evoluem por “somaléticas”, em vez das necessariamente destrutivas lambanças dialéticas, sejam elas de caráter histórico, físico, biológico, econômico, político, ético ou social.

Nota* Boltzmann, Ludwig, Populare Schriften Essay 1, theorethical physics and philosophical problems, p. 15; cit. Coveney, P. e Highfield, R., p. 135. Boltzmann defendeu este mesmo ponto de vista na palestra sobre a segunda lei, proferida em 1886, num festival da Academia Austríaca de Ciências.
-Fontes
BEHE, Michael J., A caixa preta de Darwin: o desafio da bioquímica à teoria da evolução. Tradução de Ruy Jungmann; consultoria de Rui Cerqueira.– Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.
CARVALHO, Eide M. Murta, O pensamento vivo de Darwin.- São Paulo: Martin Claret, 1987.
COVENEY, Peter e HIGHFIELD, Roger, A flecha do tempo. Tradução de J. E. Smith Caldas.- São Paulo: Ed. Siciliano, 1993.
FERGUSON, Marilyn, A conspiração aquariana. Tradução de Carlos Evaristo M. Costa, 10 ed.- Rio de Janeiro: Ed. Record, 1995.
HAYEK, Friedrich August von, Os erros do socialismo: arrogância fatal. Tradução de Ana Maria Capovilla e Candido Mendes Prunes.- Porto Alegre: Editora Ortiz/Instituto de Estudos Empresariais, Edição preliminar, 1995.
JAPIASSÚ, Hilton, Nascimento e morte das ciências humanas. - Rio de Janeiro : Livraria Francisco Alves Editora, 1978.
JOHNSON, Paul, Tempos modernos: o mundo dos anos 20 aos 80. Tradução de Gilda de Brito Mac-Dowell e Sérgio Maranhão da Matta. - Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 1990.
LEMKOW, Anna F., Princípio da totalidade. Tradução de Merle Scoss.- São Paulo: Ed. Aquariana, 1992.
REALE, Miguel, Pluralismo e liberdade, 2. edição. - Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1998.
SCHWARTZ, Joseph, O momento criativo - mito e alienação na ciência moderna. Tradução de Thelma Medici Nóbrega.- São Paulo: Ed. Best Seller, 1993.
SCHWARTZENBERG, Roger-Gèrard, Sociologia política: elementos de ciência política. Tradução de Domingos Mascarenhas.- São Paulo e Rio de Janeiro: Difel, Difusão Editorial, 1979.

creditos: http://allmirante.blogspot.com/2007/10/o-motorneiro-darwin-e-o-trem-dos-onze.html
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