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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Manuscrito do século Iv reLata um JESUS "Mutante"


Manuscrito egípcio do século IV relata Jesus como um ser que muda de aparência e forma.



Texto apócrifo em língua copta conta outra relação de Pôncio Pilatos com Jesus.



Um antigo manuscrito do século IV escrito em língua copta foi recentemente decifrado e revela variações na história canônica de Jesus como a conhecemos. O texto, encontrado no Egito em 1910, é supostamente uma homilia do São Cirilo de Jerusalém ou de alguém que escreve usando o nome do santo.
No manuscrito, o autor informa sobre um livro encontrado em Jerusalém com os escritos de apóstolos contando a vida e a crucificação de Jesus e relata os ensinamentos contidos nele. O que o texto apresenta, porém, varia bastante dos evangelhos oficiais. De acordo com esse manuscrito, Jesus jantou com Pôncio Pilatos na noite anterior da sua crucificação e o prefeito da Judeia teria oferecido o próprio filho para morrer no seu lugar.
O fato de o texto ter sido decifrado não significa que os acontecimentos ocorreram, mas sim que algumas pessoas daquela época acreditavam nessa versão da história. Esse é o alerta do autor do livro 
"Pseudo-Cyril of Jerusalem on the Life and the Passion of Christ", 

Roelof van den Broek, que fez a pesquisa sobre o material apócrifo.
Existem duas cópias desse manuscrito, uma no museu da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, e outra no Morgan Library & Museum, em Nova York. O autor da pesquisa utilizou principalmente a cópia de Nova York para o seu estudo, já que o material da Pensilvânia está ilegível em grande parte do texto.




Na passagem mais impressionante do manuscrito, Jesus teria sido grato pelo jantar com Pilatos e haveria demonstrado que poderia desaparecer no ar e escapar caso quisesse – ainda que tivesse preferido cumprir a condenação. Na noite que antecedeu a crucificação, Pilatos e a esposa tiveram, supostamente, visões de uma águia sendo morta, em analogia a Jesus.
O texto explica ainda que a razão de Judas usar um beijo para identificar Jesus frente os inimigos seria porque Jesus tinha a capacidade de mudar de forma. Como ele assumia aspectos diferentes, não seria possível passar uma descrição de sua aparência. Com o beijo no rosto, as pessoas saberiam exatamente quem ele seria.
Apesar das variações do relato histórico no manuscrito e de como as informações contradizem o texto canônico, é importante pensar que muitas passagens da vida de Jesus são melhores compreendidas no sentido alegórico, muito mais pelo que a história representa do que pela realidade dos fatos. O significado de sua vida, no que ela inspira e emociona, se mantém imutável.


fontes:

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

o Zodiaco noAntigo EGITO


No templo de Denderah, do período do Antigo Egipto, encontram-se um zodíaco (palavra que, em grego, significa “caminho dos animais”) circular e um zodíaco rectangular que oferecem a visão do firmamento desses tempos idos.
O zodíaco circular está disposto de forma a que o babuíno de Thoth, a figura central segurando o gnómon (em grego, “instrumento de saber”) deste grande relógio astronómico, fique alinhada com a verticalidade.

Esse alinhamento, consequentemente, confere ao eixo Norte-Sul a correspondência com os signos astrológicos Capricórnio-Câncer, localizando-se o Capricónio à cabeça e o Caranguejo/Escaravelho (“scrab”/”scarab”) aos pés do animal. Todos os doze signos reconhecidos no Ocidente contemporâneo se encontram representados no zodíaco de Denderah.


 
Para os Egípcios, o firmamento goza de alguma duplicidade. Tanto pode ser representado com uma disposição circular como rectangular e, neste último caso, desdobra-se em dois firmamentos sob a forma alongada típica da deusa do céu, Nut.
Também no zodíaco rectangular, o eixo Capricórnio-Caranguejo toma, em relação ao corpo humano, o sentido de cabeça-pés.
As duas Nut, os dois firmamentos que servem de imensas esteiras às estrelas, são percorridas por dois movimentos opostos e complementares. Ambos os movimentos dão-se no sentido inverso ao praticado pela astronomia contemporânea*.
 
Na metade correspondente ao primeiro semestre do ano (de Aquário a Caranguejo), o curso das constelações dá-se de Caranguejo para Aquário, e dos pés para a cabeça da deusa.




Na metade correspondente ao segundo semestre do ano (de Leão a Capricórnio), tudo caminha de Capricórnio para Leão, portanto, da cabeça para os pés da outra deusa.



Os Egípcios, desde os tempos mais remotos, que buscaram medir a passagem do tempo, e, para tal, começaram por usar um mero eixo ou viga rigorosamente vertical, cuja sombra desenhava um arco à sua volta, em virtude da combinação da luz solar com o movimento de rotação da Terra.


Através de obeliscos (os mais antigos conhecidos datam de cerca de 3.500 a.C.), cujas sombras em movimento funcionavam como uma espécie de relógio solar, puderam dividir o dia nos períodos da manhã e da tarde, e constatar que a altura da sombra ao meio-dia era menor no Inverno e maior no Verão, conforme os dias eram mais curtos ou mais longos, respectivamente. Mais tarde, marcas adicionais ao redor da base do obelisco permitiram fender o tempo em mais subdivisões.
Por volta de 1.500 a.C., inventam o gnomón que divide a parte iluminada do dia em 10 partes, com duas “horas crepusculares” na manhã e à tarde. O mostrador possuía 5 marcas, a espaços desiguais, que eram percorridas pelo ponteiro de sombra no sentido inverso ao do movimento aparente do sol, isto é, de Este para Oeste. À tarde, o dispositivo era deslocado na direcção oposta para medir as “horas” vespertinas.





_________________________________

b = Sol da manhã; c = Sombra da manhã;

 
b1 = Sol do meio-dia; c1 = Sombra do meio-dia;

 
b2 = Sol da tarde; c2 = Sombra da tarde.




 
Ao meio-dia, é produzida a sombra mais curta que aponta precisamente o Norte geográfico (e o nadir), enquanto ao Sul corresponde o zénite ou auge do movimento diário do sol. No caso do poste intersectar a eclíptica do sol, então não é produzida qualquer sombra ao meio-dia.





Assim, todos os pontos cardeais eram compostos na relação entre a passagem da luz do astro solar ao longo do dia e a projecção da sombra móvel por um eixo vertical sobre a Terra.


Os Egípcios, simultaneamente, usavam a sua mestria na orientação pelos pontos cardeais para fins arquitectónicos. Assim, recorriam ao «merkhet», o instrumento astrológico/astronómico mais antigo que se conhece, para fundar as pirâmides e templos solares orientados de acordo com os pontos cardeais.



 
 
Usava-se um par de «merkhets» para estabelecer a linha Norte-Sul (ou meridiano), alinhando-os com a Estrela Polar. Podiam então ser usados para indicar as horas nocturnas, determinando quando certas outras estrelas e constelações cruzavam um dado meridiano do relógio solar (girando em torno da Estrela Polar, no centro).




 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
* NOTA:
A astrologia ocidental baseia-se no sistema tropical e está mais virada para a interpretação psicológica, enquanto que a astrologia oriental (hebraica, hindu) baseia-se no sistema sideral e está mais orientada para a predição de acontecimentos.

 
 
por: S.
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